Caso Daniel: Julgamento de recursos no dia 11 pode redefinir penas dos condenados

Marcelo Borges
3 min. de leitura
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Quase oito anos após a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, o Tribunal de Justiça do Paraná se prepara para analisar os recursos apresentados pelas defesas dos condenados no caso. O julgamento está marcado para o próximo dia 11 de junho e representará mais uma etapa de um processo que teve grande repercussão em todo o país.

A sessão não revisitará os fatos que culminaram na morte do atleta, mas se concentrará na análise dos recursos interpostos contra a decisão do Tribunal do Júri, que, em março de 2024, havia condenado Edison Brittes, Allana Brittes e Cristiana Brittes por crimes relacionados a esse caso emblemático.

Entenda os recursos e as defesas

A advogada Clarissa Tanques, representante de Edison Brittes, informou que a defesa busca a redução da pena imposta ao seu cliente. Segundo ela, o recurso questiona questões técnicas ligadas à dosimetria da pena estabelecida pelo júri e aguarda uma nova avaliação por parte dos desembargadores.

Por outro lado, Caroline Mattar Assad, advogada de Allana Brittes, defende que a conduta atribuída à sua cliente deve ser revista pelo Tribunal. O recurso emitido pela defesa busca uma reanálise sobre a participação de Allana nos eventos e, por consequência, sobre a condenação que foi imposta.

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Perspectivas para a família de Daniel

Em defesa da família de Daniel Corrêa Freitas, o advogado assistente de acusação, Nilton Ribeiro, sustenta que a decisão do Tribunal do Júri deve ser mantida. Para a acusação, as evidências apresentadas durante o processo foram suficientes para respaldar as condenações e a manifestação dos jurados, reforçando a responsabilidade dos condenados.

Contexto do caso

Daniel Corrêa Freitas foi assassinado em outubro de 2018, depois de participar de uma confraternização em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso chamou a atenção nacional devido às circunstâncias trágicas do crime e à longa tramitação judicial que se seguiu até o julgamento em plenário.

No julgamento de março de 2024, Edison Brittes foi condenado a uma pena de 42 anos, 5 meses e 25 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor. Allana Brittes, por sua vez, recebeu uma condenação de 6 anos e 5 meses de prisão por fraude processual e corrupção de menor. Cristiana Brittes foi condenada a um ano de prisão pelo crime de fraude processual.

Agora, a expectativa está voltada para o dia 11 de junho, quando o Tribunal de Justiça do Paraná irá reavaliar os recursos apresentados pelas defesas. A decisão pode manter ou alterar aspectos das condenações, dependendo da interpretação dos desembargadores sobre os argumentos apresentados.

Fonte: cbncuritiba.com.br

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