Certificado digital: ITI quer analisar riscos da computação quântica

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) estabeleceu um Grupo de Trabalho Técnico com a finalidade de estudar a aplicação da criptografia pós-quântica na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Essa iniciativa pretende preparar o sistema de certificação digital do país para os potenciais desafios que podem surgir com o avanço da computação quântica.

Dentre os objetivos do grupo estão a avaliação dos riscos para os sistemas criptográficos atuais, a elaboração de um plano de migração para tecnologias mais robustas, a definição de estratégias de transição e o monitoramento de padrões internacionais relacionados. Além disso, o trabalho inclui ações voltadas à conscientização sobre os impactos que a computação quântica pode ter na segurança das assinaturas digitais e dos certificados eletrônicos.

O grupo será composto por representantes de diversas áreas do ITI e poderá contar com a colaboração de especialistas e instituições do setor. O prazo inicial para a conclusão dos estudos é de 90 dias, com possibilidade de prorrogação, garantindo que todas as implicações sejam adequadamente analisadas.

A criação desse grupo é um passo importante diante das rápidas mudanças tecnológicas, uma vez que a computação quântica tem o potencial de desafiar as técnicas de criptografia utilizadas atualmente. Essa nova era de computação promete um aumento significativo na capacidade de processamento de dados, o que pode comprometer a segurança de informações consideradas seguras até então.

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A criptografia pós-quântica consiste em uma série de métodos que ainda serão seguros mesmo diante das capacidades das máquinas quânticas. Enquanto as máquinas clássicas resolvem problemas computacionais em tempo polinomial, as quânticas poderiam fazer isso em tempo exponencial, o que levanta preocupações sobre a integridade de dados protegidos por técnicas criptográficas tradicionais.

A atuação do ITI também está alinhada com iniciativas internacionais, onde diversos países e organizações já estão investindo na pesquisa e desenvolvimento de novas formas de criptografia que sejam resilientes à computação quântica. Com essas ações, espera-se não apenas garantir a segurança dos dados, mas também fomentar um ambiente de confiança nas transações digitais no Brasil.

Além das medidas técnicas, o ITI ressalta a importância de conscientizar a população e as empresas sobre as potenciais ameaças trazidas pela computação quântica. Essa educação digital é fundamental para que todos estejam cientes da importância de adotar tecnologias que garantam a segurança das informações, especialmente em um mundo cada vez mais conectado.

Com o avanço das tecnologias quânticas, o ITI aposta que a adaptação e a migração para padrões de segurança mais robustos são essenciais. Assim, o grupo não apenas avaliará as ameaças, mas também desenvolverá mecanismos que permitirá uma transição ordenada e eficiente para novas abordagens de segurança. A expectativa é que, ao final do prazo estipulado, um conjunto de diretrizes claras seja apresentado para orientar empresas e usuários sobre como proceder frente a estas novas realidades tecnológicas.

Por fim, a iniciativa do ITI representa um movimento proativo em antecipar os desafios à segurança digital no País. À medida que a computação quântica avança, é fundamental que o Brasil esteja à frente, garantindo que seus sistemas de certificação digital permaneçam seguros e confiáveis.

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Fonte: convergenciadigital.com.br

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