Concurso revela que assistência técnica reduz perdas na colheita da soja

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Seti.pr.gov.br

Na última quinta-feira (25), foram anunciados os nomes dos melhores operadores de colhedoras da safra de soja na região de Maringá. Os resultados, provenientes do 21º Concurso Regional de Qualidade na Colheita da Soja, safra 2024/2025, foram bastante significativos. Enquanto a média de perdas na colheita na região ficou em 1,75 saca por hectare, os participantes do concurso apresentaram resultados impressionantes, com apenas 0,43 saca por hectare, evidenciando perdas cerca de quatro vezes menores que a média local.

O concurso não apenas reconhece os melhores operadores, mas também reforça a importância da assistência técnica, da capacitação dos profissionais e da adoção de boas práticas de colheita como medidas que podem proporcionar ganhos econômicos tanto para os produtores quanto para a economia regional como um todo.

A cerimônia de premiação ocorreu no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, e foi realizada pelo Sistema Seagri, através do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná- Iapar-Emater). O concurso avaliou 173 colheitadeiras em 16 municípios, solidificando-se como uma das iniciativas mais tradicionais de extensão rural na região de Maringá. Nas últimas duas décadas, essa ação tem desempenhado um papel crucial na disseminação de tecnologias, aprimoramento do conhecimento dos operadores e na diminuição das perdas na colheita da soja.

José Sérgio Righetti, assessor Regional de Lavouras do IDR-Paraná em Maringá, salientou que o concurso não serve apenas para premiar os melhores, mas também para motivar os operadores e conscientizá-los sobre a importância de sua eficiência operacional. “É uma oportunidade que o técnico da Extensão Rural tem de abordar o produtor para mostrar as boas práticas de produção, sempre pensando na sustentabilidade. Todos se beneficiam com a redução das perdas. O produtor consegue vender mais, e o meio ambiente se beneficia com menos soja guaxa e menos impactos ambientais”, ressaltou.

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O vencedor desse ano foi Rodrigo Aguiar Mori, de Ivatuba, que registrou uma perda de 7,30 kg/ha. Logo atrás, na sequência, ficou Luiz Carlos Teixeira Lampagnani, de Lobato, com 7,62 kg/ha; Kleber Henrique dos Santos, de Itambé, com 8,18 kg/ha; Aldemir Flauzino Figueredo, de Ângulo, com 8,57 kg/há; e Maurício Ponzio, também de Ângulo, com uma perda de 8,62 kg/ha.

Conhecimento gera resultados

Os dados obtidos demonstram que uma grande parte das perdas pode ser evitada através da adequada regulagem das colhedoras, manutenção preventiva dos equipamentos e treinamento dos operadores. Isso evidencia que o conhecimento técnico e a adoção de práticas de manejo eficazes geram resultados tangíveis no campo.

Além disso, os resultados do concurso também permitem calcular o impacto econômico da redução das perdas. Considerando os aproximadamente 300 mil hectares cultivados com soja na região de Maringá, a discrepância entre a média regional e a média obtida pelos participantes se traduz em um potencial de preservação de 396 mil sacas de soja, o que equivale a cerca de 23,8 mil toneladas, ou aproximadamente R$ 53,46 milhões movimentados na economia local.

Embora essa quantia represente uma estimativa potencial, ela evidencia que pequenas melhorias operacionais podem gerar impactos econômicos significativos para produtores, cooperativas, empresas de serviços, comércio local e municípios da região.

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Parte desses recursos é reinvestida nas propriedades rurais, através da compra de insumos, manutenção de máquinas, contratação de serviços e novos investimentos. Ao mesmo tempo, esse processo fortalece cooperativas, revendas agropecuárias, oficinas mecânicas, cerealistas, transportadores, armazéns e outros segmentos ligados à cadeia produtiva da soja.

Os benefícios reverberam também para o comércio, prestadores de serviços e municípios, aumentando a arrecadação tributária e contribuindo para investimentos públicos nas áreas de educação, saúde, infraestrutura e qualidade de vida.

Outro aspecto importante do concurso é o reconhecimento dos operadores de colhedoras, que desempenham um papel essencial na eficiência da colheita, sendo responsáveis pela correta regulagem das máquinas e pela qualidade das operações. A premiação valoriza a qualificação, dedicação e compromisso destes profissionais com a excelência, incentivando o contínuo aperfeiçoamento e a adoção das melhores práticas no campo.

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Agricultura mais eficiente e sustentável

Além dos benefícios econômicos, a diminuição das perdas na colheita contribui para uma agricultura mais sustentável. O uso eficiente da produção significa melhor aproveitamento da terra, da água, da energia e dos insumos ao longo do ciclo produtivo, possibilitando a produção de mais com menos recursos naturais.

Para os extensionistas, concursos como este são considerados ferramentas importantes de ensino, motivação e difusão tecnológica. Através dessa iniciativa, o IDR-Paraná promove a adoção de boas práticas, a aprendizagem prática entre produtores e operadores, reduz desperdícios, aumenta a eficiência produtiva e fortalece o desenvolvimento rural sustentável.

O 21º Concurso Regional de Qualidade na Colheita da Soja foi promovido pelo Sistema Seagri, com o apoio da Embrapa Soja, Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Cocari, Cooperativa Integrada, Sociedade Rural de Maringá, Sindicato Rural de Maringá, Sicredi, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Unicesumar e Uningá.

Fonte:: seti.pr.gov.br

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