O Irã apresentou uma nova proposta de diálogo aos Estados Unidos, utilizando o Paquistão como mediador, conforme divulgado pela imprensa estatal iraniana nesta sexta-feira, 1º.
De acordo com a agência oficial de notícias IRNA, o país entregou na noite de quinta-feira o documento referente à sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, sem compartilhar detalhes sobre o conteúdo da proposta.
Apenas uma rodada de conversações tinha sido realizada até agora, após a implementação em abril de uma trégua instável que se seguiu a quase 40 dias de conflito. Essa série de hostilidades teve início com os bombardeios promovidos pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.
Nas últimas semanas, as negociações entraram em um impasse, e os EUA implementaram um bloqueio naval em relação aos portos iranianos. Em resposta, o Irã tem mantido o estreito de Ormuz, uma rota crucial para a passagem de hidrocarbonetos que são extraídos do Golfo, praticamente fechado.
Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, também fez uma ameaça nesta semana, citando a possibilidade de retomar operações militares contra o Irã.
Chefe do Judiciário iraniano comenta sobre o diálogo
O chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, fez declarações na mesma linha nesta sexta-feira, afirmando que Teerã se mostra disposta a dialogar com os Estados Unidos, mas que não irá aceitar “imposições” sob ameaças.
“A República Islâmica nunca renunciou ao diálogo. No entanto, não aceitamos imposições”, afirmou Ejei em um vídeo publicado no site do Poder Judiciário. “Não queremos a guerra; não desejamos que ela prossiga”, destacou.
Ele ainda deixou claro que o Irã “jamais abandonará seus princípios e valores frente a este inimigo malicioso, mesmo que isso signifique a continuidade do conflito”.
Além disso, em uma mensagem divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, ressaltou que os EUA enfrentaram uma “derrota vergonhosa” no atual conflito.
Khamenei também declarou que os iranianos continuarão a manter suas capacidades nucleares e de mísseis como parte de seu “patrimônio nacional”.
Fonte: estadao.com.br


