Diretor do Palmeiras detona arbitragem após empate: “Não vamos admitir”

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeira...

Após o empate em 1 a 1 entre Palmeiras e Remo, neste domingo (10), o diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, se pronunciou em coletiva sobre a anulação do gol da vitória que ocorreu nos acréscimos do jogo. A decisão da arbitragem foi marcada por um toque de mão, o que gerou reclamações intensas da equipe do Alviverde.

Durante a coletiva, antes do auxiliar João Martins falar, Barros fez questão de ler uma parte da regra do futebol conforme estabelecido pela IFAB, órgão responsável pelas leis do esporte. A norma afirma que um gol é válido se a bola tocar acidentalmente na mão ou no braço de um atacante e, em seguida, um companheiro de equipe finalizar e marcar. Nesse caso, o gol é considerado legal.

Para elucidar a situação, Barros explicou quando um gol deve ser anulado: se o próprio jogador que tocou a bola com a mão marcar o gol imediatamente após esse toque, mesmo que tenha sido acidental. Contudo, se o toque ocorre antes da jogada e outro jogador marca o gol, isso não é considerado infração.

No lance em questão, houve uma disputa aérea em que a bola tocou a mão de Flaco López, sobrando para Fuchs, que conseguiu marcar. O árbitro inicialmente validou o gol, mas o VAR foi acionado e, após a revisão, Rafael Klein decidiu anular o gol devido ao toque de mão, uma decisão que não agradou a Fuchs.

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“Está nítido, quem assistiu ao jogo percebeu que o defensor do Remo cabeceou a bola em direção à mão do López, que sobrou para o Fuchs marcar. Perder pontos dessa maneira é complicado. Gostaria de saber: quem assume a responsabilidade por isso? É uma questão que deve ser esclarecida pela CBF e pela comissão de arbitragem”, afirmou Barros, criticando a decisão.

O zagueiro Bruno Fuchs, autor do gol anulado, compartilhou um sentimento semelhante. Barros comentou que, em casos de dúvida, é preferível que a arbitragem leve o tempo necessário para chegar à decisão correta, fazendo uma comparação entre o que aconteceu durante o jogo e a necessidade de precisão nas decisões. “Não podemos aceitar erros dessa magnitude. Como recuperamos os pontos perdidos? É uma situação muito complicada”, ressaltou.

Anderson Barros também lembrou que o Palmeiras já enfrentou várias punições severas do STJD, incluindo a suspensão de seis jogos ao técnico Abel Ferreira. “Não vamos tolerar esse tipo de postura. Não estou trazendo questões absurdas, apenas apresentando os fatos e lendo a regra. A arbitragem, especialmente o VAR, cometeu um erro grave que prejudicou a nossa equipe, que poderia ter saído com os três pontos”, finalizou.

Entendendo as Regras da IFAB

De acordo com a Regra 12 do livro de regras da IFAB, a definição sobre o toque na bola com a mão ou o braço é clara. O limite superior do braço se alinha com o ponto inferior da axila e nem todos os contatos da mão ou do braço com a bola são considerados infrações.

Um jogador comete infração ao:

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  • Tocar deliberadamente na bola com a mão ou braço; por exemplo, mover esses membros em direção à bola;
  • Ampliar seu corpo de maneira antinatural ao tocar a bola; isso ocorre quando a posição da mão ou braço não é resultado do movimento natural do corpo.

Além disso, é importante ressaltar que um gol não pode ser marcado:

  • Diretamente com a mão ou braço, ainda que de forma acidental, incluindo situações em que o goleiro da equipe atacante esteja envolvido.

Esse incidente gerou um debate significativo sobre a eficiência da arbitragem brasileira e a necessidade de um melhor entendimento das regras por parte de todos os envolvidos no campeonato.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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