Fazendinha da Expoingá aproxima público urbano da produção agrícola

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Idrparana.pr.gov.br

A tradicional Fazendinha da Expoingá retornará em 2026 com uma proposta renovada e um papel ampliado da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Localizada no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, essa iniciativa integra ciência, educação e entretenimento, prometendo encantar visitantes de todas as idades ao apresentar de forma interativa a realidade da produção rural.

O professor Ednaldo Michellon, do Departamento de Agronomia e um dos responsáveis pela organização da Fazendinha, enfatiza que este projeto é fruto de um trabalho colaborativo que envolve parcerias estratégicas com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e a Sociedade Rural de Maringá, organizadora da feira.

De acordo com Michellon, o espaço proporciona uma verdadeira imersão nas atividades do campo. “Os visitantes encontrarão experimentos diversos com plantas, hortaliças e até mesmo um bosque preservado, além da presença de animais. A sericicultura, que envolve o cultivo do bicho-da-seda, deve retornar e costuma ser especialmente fascinante para as crianças”, detalha.

Entre as novidades deste ano, destaca-se a demonstração de sistemas de aquaponia, que alia a criação de peixes ao cultivo de plantas. Esse método utiliza a água como um elo sustentável entre as atividades, e é apoiado por projetos acadêmicos que ressaltam a importância da universidade na aplicação de tecnologias voltadas para uma agricultura mais sustentável.

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A estrutura da Fazendinha inclui espaços temáticos, como a Casa do Colono, que recria a história da colonização em Maringá, além de áreas ajardinadas com flores e hortas que incentivam o cultivo de alimentos em pequenos espaços, até mesmo em lares urbanos.

Apesar de ocupar uma área de aproximadamente um hectare, a implementação do projeto exige um esforço logístico significativo. Michellon explica que a montagem do espaço envolveu um trabalho intenso das equipes técnicas, que enfrentaram diversas dificuldades devido às condições do solo para preparar os canteiros e desenvolver os experimentos. “Os visitantes muitas vezes não têm ideia do quão complexo é o trabalho para trazer tudo isso à vida”, comenta.

Estimativas sugerem que a Fazendinha poderá atrair cerca de 200 mil visitantes durante o evento, de um total esperado de até 500 mil pessoas. Um dos pontos focais será o atendimento a escolas, com atividades educativas voltadas para o público infantil, sublinhando a importância da extensão rural como uma ferramenta de desenvolvimento social.

Além da exposição, a programação incluirá cursos e oficinas ao longo do evento, abrangendo capacitações sobre práticas agroecológicas para o controle de pragas e doenças. A área dedicada à gastronomia, juntamente com a chamada “Feira de Sabores”, também será uma atração à parte, reunindo produtores, instituições e iniciativas ligadas à agricultura familiar.

Para Michellon, a Fazendinha representa a essência da extensão universitária. “A proposta é demonstrar ao público urbano como o ambiente rural pode impactar positivamente a qualidade de vida, especialmente por meio de uma alimentação saudável e sustentável”, conclui.

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Fonte:: idrparana.pr.gov.br

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