Guerra no Irã já custou US$ 25 bilhões aos EUA, afirma Pentágono

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O Pentágono divulgou sua primeira estimativa pública sobre os custos da guerra no Irã, totalizando US$ 25 bilhões, o equivalente a mais de R$ 125 bilhões. A informação foi apresentada durante uma audiência no Congresso americano, onde o Secretário de Defesa Pete Hegseth e o General Dan Caine prestaram esclarecimentos sobre o desdobramento do conflito no Oriente Médio.

A audiência ocorre em um momento crítico, já que as negociações de paz com o Irã se encontram estagnadas. O Secretário de Defesa, que enfrenta críticas da oposição democrata pela falta de dados disponíveis acerca da situação, se viu cercado de perguntas de membros da Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Representantes.

Os representantes democratas pressionaram Hegseth, questionando os resultados da guerra. Em resposta, o secretário não hesitou em criticar os oponentes do governo Trump, alegando que as “palavras ineficazes e derrotistas” de alguns democratas e republicanos no Congresso são o maior desafio enfrentado pelas forças armadas americanas.

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Durante a audiência, também foi discutido o pedido orçamentário do Pentágono, que ascendeu a US$ 1,45 trilhão, representando um aumento de cerca de 40% em relação ao orçamento atual. Hegseth defendeu que esse incremento é essencial para preparar a base industrial do Pentágono para um “estado de guerra”.

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Em uma reunião com executivos do setor petrolífero, o presidente Donald Trump expressou a possibilidade de manter o bloqueio naval aos portos iranianos por meses, se necessário. Durante um jantar de Estado na Casa Branca, realizado na terça-feira, 28, Trump informou ao rei Charles III que o Irã havia sido “derrotado militarmente”. Contudo, o porta-voz das Forças Armadas iranianas, Amir Akraminia, contradisse a declaração, afirmando que a República Islâmica não considera a guerra encerrada e que não confia nos EUA.

A última proposta apresentada por Teerã, que foi mediada pelo Paquistão e discutida em uma reunião de Trump com seus assessores na segunda-feira, dia 27, estipula pontos que não são passíveis de negociação, conhecidos como “linhas vermelhas”. Esses pontos abrangem o programa nuclear iraniano e a situação no Estreito de Ormuz, conforme relatado pela agência de notícias Fars.

Além disso, informações sugerem que o plano exige que o Irã diminua o controle sobre o canal marítimo, enquanto Washington seria solicitado a suspender o bloqueio aos portos iranianos durante a continuidade das negociações mais amplas.

Fonte: estadao.com.br

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