IAT realiza dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu, na quarta-feira (3), uma significativa ação de restauração ambiental da Mata Atlântica, que envolveu a dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diversos locais do Litoral do Paraná. Esta iniciativa, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do IAT (COA-IAT), abrangeu quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça, em Matinhos; Estação Ecológica de Guaraguaçu, em Paranaguá; Parque Estadual do Boguaçu, em Guaratuba; e Parque Estadual Pico do Marumbi, que se estende por Morretes, Piraquara e Quatro Barras.

As sementes utilizadas na ação foram coletadas diretamente pelo IAT, além de doações recebidas de parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). O projeto também contou com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

José Volnei Bisognin, diretor-presidente do IAT, explica que as áreas selecionadas para a dispersão foram escolhidas em pontos onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da palmeira. “Não se trata de um lançamento aleatório; essa ação será monitorada posteriormente para verificar sua eficácia”, ressaltou.

Além de ajudar na conservação e valorização da palmeira-juçara, que é considerada uma espécie ameaçada devido à extração ilegal, essa ação possui uma importância educativa, buscando sensibilizar a população sobre a relevância ecológica da Mata Atlântica e a necessidade de preservar as espécies nativas.

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“Nós queremos que as pessoas compreendam a importância da preservação da juçara, que desempenha um papel fundamental no ecossistema da Mata Atlântica. Dispomos de 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Incentivamos todos a colaborarem com o plantio em suas residências, contribuindo assim para a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, afirmou Bisognin.

O chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke, afirmou que esta é uma ação que deverá ser repetida no futuro. “É uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que deve ser realizada periodicamente”, completou.

Características da Palmeira Juçara

A palmeira juçara (Euterpe edulis Martius) é uma espécie endêmica da Floresta Atlântica brasileira, encontrada desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Seus frutos são desejados por diversas espécies de aves e mamíferos, como tucanos, jacutingas e antas. A planta produz uma polpa saborosa e seu palmito é amplamente explorado, o que a levou a classificar-se como uma espécie em risco de extinção devido ao extrativismo predatório.

Os frutos da juçara são importantes não apenas para os seres humanos, mas também para a fauna local, que desempenha um papel vital na dispersão das sementes. A palmeira é vital para o ecossistema, e sua preservação é crucial para manter o equilíbrio ambiental.

O governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos, comentou: “Com essa iniciativa, buscamos promover o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Este é um passo fundamental para pensarmos no meio ambiente e visarmos um futuro promissor para a Mata Atlântica.”

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A germinação das sementes de palmito-juçara é um processo lento e heterogêneo. Essa espécie está bem adaptada a condições de sub-bosque, formando um banco de sementes que esperam por condições favoráveis de luz e umidade para germinar e crescer.

A juçara pode atingir alturas entre 10 e 20 metros e leva aproximadamente seis anos para alcançar o estágio reprodutivo. Dada a lentidão de seu crescimento, a dispersão aérea de sementes se revela uma alternativa eficaz para aumentar a presença dessa palmeira nos remanescentes de Mata Atlântica no Litoral paranaense.

Fonte:: iat.pr.gov.br

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