IGP-M acelera a 2,73% em abril, após alta de 0,52% em março, revela FGV

Marcelo Borges
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Foto: Foto: Unsplash

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma aceleração significativa, alcançando 2,73% em abril, em comparação com um aumento de 0,52% no mês anterior, março. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, dia 29, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado superou a mediana das previsões do Projeções Broadcast, que indicava um avanço de 2,69%, com um intervalo que ia de 1,50% a 3,26%.

Entre os componentes que contribuíram para essa alta, destaca-se o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que saltou de 0,61% para 3,49%. Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor também apresentou aceleração, subindo para 0,94% em abril, após um aumento de 0,30% registrado no mês anterior.

De acordo com Matheus Dias, economista da FGV/IBRE, todos os índices demonstraram uma alta influenciada diretamente pelo conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz. “Nos preços ao produtor, por exemplo, o grupo de matérias-primas brutas teve um aumento de quase 6%, refletindo o impacto trazido pela guerra”, destacou Dias.

Além disso, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também apresentou variação, subindo de 0,36% para 1,04%, conforme informações anteriores divulgadas pela FGV na segunda-feira, dia 27.

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A análise dos dados do IGP-M é crucial, uma vez que esse índice é amplamente utilizado como referência para ajustes em contratos de aluguel e outras obrigações financeiras. Assim, a variação observada em abril leva a uma reflexão sobre as consequências que o aumento nos preços pode ter para a economia brasileira no curto e médio prazo.

Os investidores e economistas ficarão atentos a como essa taxa, que já vem em uma trajetória de alta, pode impactar as expectativas de inflação no Brasil e as decisões de política monetária que podem ser adotadas pelo Banco Central nos próximos meses. O aumento dos custos de produção e os impactos diretos nos precios ao consumidor fortalecem a necessidade de monitoramento das condições econômicas, principalmente diante de um cenário global incerto.

O quadro atual enfatiza a importância de políticas que busquem frear a inflação e auxiliar setores mais impactados, como o da construção civil, que tem enfrentado aumentos significativos nos custos de insumos. O acompanhamento dos desdobramentos desse cenário se torna essencial para adequar estratégias e mitigar os efeitos adversos na economia brasileira.

Fonte: infomoney.com.br

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