O Irã manifestou uma postura altamente firme nesta sexta-feira, dia 21, ao declarar que adotará medidas classificadas como “esmagadoras, dissuasórias e devastadoras” contra qualquer atitude considerada uma ameaça ou um erro de cálculo por parte de seus opositores. O posicionamento oficial surge na sequência de declarações vindas dos Estados Unidos, que sinalizaram a imposição de novos e rigorosos pacotes de sanções econômicas direcionados a Teerã.
De acordo As declarações foram formalizadas através de uma mensagem enviada ao ministro interino da Defesa iraniano, brigadeiro-general Majid Ebn al-Reza, por ocasião das celebrações do Dia da Indústria de Defesa nacional, que ocorreu no sábado, dia 22.
Conforme argumentado por Abdollahi na mensagem oficial, o parque industrial de defesa iraniano representa atualmente um pilar fundamental de poder soberano e capacidade de dissuasão estratégica. O militar pontuou que tais avanços ocorrem em meio a um cenário de restrições econômicas que descreveu como injustas, além de criticar o que chamou de alinhamento hostil por parte de potências hegemônicas internacionais.
O general também destacou que a estrutura de defesa do território iraniano passou por um processo profundo de reformulação nos últimos anos, caracterizado por uma verdadeira revolução industrial voltada para o setor militar. Essa transformação abrangeria desde o planejamento e design de equipamentos até a gestão de tecnologias avançadas e a consolidação de uma economia voltada para a autossuficiência bélica.
Escalada nas tensões econômicas
A retórica de confronto verbal se intensificou após os recentes movimentos diplomáticos e econômicos vindos de Washington. Na quarta-feira, dia 19, o presidente americano, Donald Trump, utilizou sua plataforma digital para anunciar o que definiu publicamente como sendo a operação econômica mais severa já direcionada contra uma nação soberana na história moderna.
Em sua postagem na rede social Truth Social, o mandatário norte-americano argumentou que a administração iraniana teve oportunidades de negociar acordos diplomáticos, mas optou por não aproveitá-las. “Ninguém deu à República Islâmica do Irã uma oportunidade maior de fazer um acordo do que eu. TRAGICAMENTE, para eles, eles falharam em aproveitá-la”, escreveu Trump, acrescentando que o plano em curso consistirá em um isolamento financeiro sem precedentes históricos.
No dia seguinte ao anúncio presidencial, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, corroborou a estratégia e detalhou que o objetivo central da Casa Blanca é asfixiar financeiramente o governo de Teerã. Em entrevista concedida à rede de televisão americana CNBC, Bessent afirmou que a aplicação coordenada de sanções e o bloqueio comercial culminarão no colapso da atual estrutura governamental iraniana.
“Isso vai funcionar no Irã e fará com que o regime entre em colapso”, declarou o chefe do Tesouro dos EUA durante a entrevista, classificando a iniciativa como a maior mobilização de isolamento econômico global já registrada. A expectativa nos mercados internacionais é de que novas diretrizes e pormenores operacionais sobre essas medidas de pressão sejam divulgados pelo governo norte-americano.
Fonte:: estadao.com.br


