Jogadores do vasco e do vila nova são investigados em operação policial

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: © Polícia Civil do Rio de Janeiro/ Divulgação

Os atletas profissionais David Corrêa, vinculado ao Vasco da Gama, e Hayner Cordeiro, jogador do Vila Nova, figuraram como alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira (31). A ofensiva policial foi conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo no âmbito de investigações sobre crimes graves de âmbito interestadual.

A investigação, batizada de Operação A Tropa, concentra-se na apuração de supostos delitos relacionados ao tráfico de drogas, comercialização ilegal de armas e esquemas de lavagem de dinheiro operados por uma facção criminosa com atuação em múltiplos estados brasileiros.

De acordo com as autoridades policiais capixabas, o planejamento estratégico da segunda-feira determinou o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e 15 ordens de busca e apreensão. Os trabalhos investigativos e operacionais continuam em andamento, mobilizando equipes em diferentes regiões do país.

As diligências judiciais e policiais foram deflagradas em municípios situados na Grande Vitória, além da cidade de Afonso Cláudio, no Espírito Santo. O escopo da operação também alcançou alvos específicos nos estados do Rio de Janeiro e de Goiás, além do Distrito Federal.

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O principal objetivo das equipes de segurança pública é esclarecer a materialidade e a autoria dos crimes investigados, buscando desarticular completamente a estrutura financeira e logística da organização criminosa. A nomenclatura escolhida para a operação faz alusão direta à alcunha utilizada pelos próprios investigados para se referirem ao grupo investigado.

Posicionamentos dos clubes

Por meio de sua assessoria de comunicação institucional, o Club de Regatas Vasco da Gama informou que está prestando total colaboração às autoridades competentes e que aguarda o desfecho e a conclusão das investigações em curso.

Informações divulgadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro indicam que o atleta do clube cruzmaltino era o único alvo da operação policial na capital fluminense. Os mandados judiciais direcionados a David Corrêa foram executados de maneira simultânea em sua residência particular e nas dependências do Centro de Treinamento do Vasco.

Em nota oficial publicada à imprensa, a diretoria do Vila Nova Futebol Clube também se pronunciou a respeito da operação. O clube goiano relatou que o lateral Hayner negou categoricamente qualquer tipo de envolvimento com atividades ilícitas. A diretoria destacou que acompanhará os desdobramentos legais da operação e que, a partir dos fatos efetivamente comprovados pelas autoridades, adotará as providências cabíveis.

O Vila Nova detalhou que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência particular do atleta e também no Centro de Treinamento Vila do Tigre, com foco estritamente voltado para a vistoria de seu armário pessoal.

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Conforme o comunicado oficial emitido pelo clube goiano, a defesa e o próprio jogador acreditam que seu nome tenha sido incluído na medida cautelar em decorrência de uma amizade de infância mantida com um dos suspeitos de tráfico de drogas. O investigado em questão é originário da mesma comunidade onde o atleta cresceu no Espírito Santo, região que também possui vínculos com outros indivíduos investigados pela operação.

O clube goiano pontuou que Hayner colaborou de maneira integral com o trabalho dos policiais e colocou-se inteiramente à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários para a elucidação do caso, prosseguindo com suas atividades profissionais habituais até o momento.

Ação integrada entre estados

No território fluminense, as ordens judiciais foram cumpridas por equipes da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com diligências concentradas em bairros nobres da zona sudoeste da capital, como a Barra da Tijuca e Vargem Grande. As apurações buscam determinar se há conexões criminosas envolvendo não apenas atletas profissionais do esporte, mas também empresários e agentes do setor.

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No estado do Rio de Janeiro, a execução da operação policial foi coordenada pela 14ª Delegacia de Polícia localizada no Leblon, contando com o suporte técnico e operacional da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras divisões subordinadas ao Departamento-Geral de Polícia da Capital.

Já no Espírito Santo, a mobilização reuniu cerca de 100 policiais civis. A força-tarefa contou com o apoio logístico da Superintendência de Polícia Especializada, da Coordenadoria de Recursos Especiais e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo.

A Polícia Civil de Goiás emitiu nota confirmando a prestação de suporte operacional irrestrito à ação coordenada nacionalmente pela Polícia Civil do Estado do Espírito Santo.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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