Juízes solicitam revisão de decisão do STF sobre limitações nos penduricalhos

Marcelo Borges
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Foto: © Succo/Pixabay

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) protocolou, nesta segunda-feira (18), um recurso contestando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiu o pagamento de penduricalhos a juízes, membros do Ministério Público e outras categorias. Esses penduricalhos referem-se a benefícios adicionais concedidos a servidores públicos, que, ao serem somados ao salário, não deveriam ultrapassar o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

Reajuste e flexibilização de benefícios

No recurso, a Ajufe solicita que o teto remuneratório seja reajustado e defende a flexibilização de certos benefícios, como auxílio-alimentação e auxílio destinados à proteção de crianças em fase inicial e à maternidade, que foram eliminados pela decisão do Supremo.

“É imperativo que o Supremo Tribunal Federal encaminhe um projeto de lei que estabeleça um reajuste nos subsídios da magistratura”, argumenta a associação.

Ponto de vista da Ajufe

A associação também sugere que o limite de 35% não se aplique a diárias, ajudas de custo, indenização por férias não gozadas, auxílio-moradia e auxílio-saúde. Essa proposta busca garantir que os juízes e demais servidores possam ampliar sua renda sem as restrições impostas pela recente decisão do STF.

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Decisão anterior do STF

Em 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que assegurações adicionais, gratificações e auxílios devem ser limitados a 35% do salário dos integrantes da Corte, cuja referência é o valor do teto de R$ 46,3 mil. Com essa determinação, juízes, promotores e procuradores poderiam ter uma remuneração total de até R$ 62,5 mil mensais, considerando o teto mais R$ 16,2 mil em penduricalhos.

Penduricalhos cortados e mantidos após a decisão

A decisão do STF levantou discussões sobre quais penduricalhos foram efetivamente cortados e quais permaneceram após a nova regulamentação. Enquanto a debate ainda está em andamento, a busca por maior clareza sobre os direitos e limites dos benefícios na magistratura continua a ser uma questão central entre os servidores e o Judiciário.

Essa mobilização da Ajufe reflete uma preocupação significativa sobre as condições de trabalho e remuneração dos juízes federais, especialmente em um cenário onde os custos de vida e expectativas salariais para servidores públicos estão em constante mudança.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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