O lateral-direito Hayner, atualmente vinculado ao Vila Nova por empréstimo do Santos e com passagem registrada pelo Coritiba, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF). A ação faz parte de uma investigação em andamento que apura um esquema voltado para o tráfico interestadual de armas de fogo e drogas ilícitas.
Durante a operação policial, os agentes federais compareceram à residência do atleta e também realizaram diligências no armário utilizado por ele nas dependências do Centro de Treinamento do Vila Nova Futebol Clube, situado no estado de Goiás.
Em nota oficial divulgada à imprensa, a diretoria do clube goiano confirmou a presença das autoridades no CT. Conforme o posicionamento da instituição esportiva, o jogador nega categoricamente qualquer tipo de envolvimento com os crimes que estão sob investigação policial. De acordo com os relatos prestados pelo próprio atleta às instâncias esportivas, a inclusão de seu nome entre os alvos da ordem judicial pode ter ocorrido em decorrência de uma relação de amizade mantida desde a infância com um dos principais investigados pelo esquema de narcotráfico.
Esclarecimentos e posicionamento do Vila Nova
O clube destacou que a medida cautelar executada pela Polícia Federal tem como finalidade primordial apurar a existência ou a ausência de qualquer vínculo de natureza ilícita entre o profissional do esporte e o investigado principal. Segundo o comunicado oficial, Hayner prestou total cooperação aos agentes da lei durante o cumprimento das diligências e colocou-se inteiramente à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários para a elucidação dos fatos.
A direção do Vila Nova também enfatizou que permanece atenta aos desdobramentos do inquérito conduzido pelas autoridades competentes. Até o momento atual, a cúpula diretiva optou por não afastar o jogador de suas funções diárias, permitindo que ele continue participando normalmente da rotina de treinamentos e de suas atividades profissionais regulares com o restante do elenco.
“Até o momento, o atleta segue exercendo normalmente suas atividades profissionais. Ao longo de sua passagem pelo clube, o atleta sempre demonstrou profissionalismo, cumprindo regularmente suas obrigações e não tendo, até então, dado qualquer margem para questionamentos dessa natureza”, pontuou a nota emitida pela equipe goiana.

Escopo da Operação A Tropa
Batizada pelas autoridades policiais como Operação A Tropa, a ação deflagrada pela Polícia Federal também mirou outros nomes do cenário esportivo nacional, a exemplo do atacante David Corrêa, mais conhecido como DVD, que atualmente defide as cores do Vasco da Gama.
No total, a operação coordenada pela PF resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e de 15 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas de forma simultânea em diferentes unidades federativas do país, abrangendo os estados do Espírito Santo, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Goiás, além do Distrito Federal.
As investigações seguem em curso sob sigilo e sob a responsabilidade dos órgãos de segurança pública federais, que buscam mapear todas as conexões da rede criminosa e o grau de participação dos diferentes investigados no esquema de tráfico de armas e entorpecentes.
Fonte:: umdoisesportes.com.br


