A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) organizou, na última quarta-feira (13), um simulado de acidente de trânsito em Maringá, em celebração à campanha Maio Amarelo. A atividade ocorreu no centro da cidade e contou com a participação de diversas forças de segurança e serviços de emergência.
O exercício simulado recreou uma colisão entre dois veículos e envolveu equipes da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR). O evento teve a presença do helicóptero Arcanjo 01, que participou das ações de resgate.
A atividade demonstrou a eficácia de protocolos integrados de resposta, abordando desde o primeiro atendimento no local até o resgate das vítimas, a prestação de atendimento pré-hospitalar, o isolamento da área do acidente e as investigações sobre suas causas.
O coronel Sergio Ramos, coordenador do Centro de Operações Integradas de Segurança Pública (Coisp), ressaltou a importância da colaboração entre as forças de segurança em casos de alta complexidade como acidentes de trânsito. Segundo ele, “exercícios como este são cruciais para aperfeiçoar protocolos, alinhar procedimentos e fortalecer a comunicação entre as equipes. Isso garante uma resposta mais ágil, eficiente e segura para a população”.
O major do Corpo de Bombeiros do Paraná, Angelino José de Siqueira, também comentou sobre a importância do simulado: “Além de reforçar os protocolos de salvamento veicular, esta atividade possibilita que as equipes alinhem seus procedimentos e melhorem a comunicação durante ocorrências complexas. Em Maringá, o acionamento conjunto das forças de segurança já é uma prática habitual, e exercícios desse tipo contribuem para um atendimento cada vez mais eficiente e integrado”.
Durante o simulado, foram utilizadas ferramentas de desencarceramento, ambulâncias, caminhões de resgate e viaturas operacionais. As equipes também contaram com tecnologias de perícia, como drones, trenas a laser, scanners 3D e equipamentos LiDAR, encerrando o exercício de forma a reproduzir todas as etapas de atendimento que um acidente grave de trânsito exige, desde o chamado inicial até a identificação das causas do incidente.
O perito criminal Luis Gustavo Zulai, chefe da unidade da PCIPR em Maringá, enfatizou que a perícia deve ser acionada sempre que um crime ou um sinistro acontecer. Ele explicou: “A análise técnica da cena e o laudo produzido pelos peritos fornecem informações valiosas para o trabalho das autoridades policiais e do Poder Judiciário. Com esse tipo de treinamento, podemos identificar melhorias, gargalos e elaborar respostas mais precisas”.
A realização do simulado reforça a necessidade da integração entre as instituições envolvidas na resposta a situações de trânsito, especialmente em eventos de maior complexidade que demandam uma atuação rápida, coordenada e padronizada, desde o atendimento inicial até a finalização dos procedimentos técnicos.
O agente da polícia judiciária Jaime França, que atua na Delegacia de Acidentes de Trânsito e participou do simulado, destacou a importância das informações fornecidas pelas equipes de atendimento e preservação da cena do acidente. “Com base nessas informações, cabe à Polícia Civil abrir o inquérito policial, reunir provas técnicas e testemunhais, requisitar perícias, além de avaliar imagens e laudos para apurar as circunstâncias do acidente e possíveis responsabilidades criminais”, esclareceu.
França complementou: “Nosso trabalho é garantir que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, assegurando a responsabilização legal quando há indícios de crime e contribuindo para a prevenção de novos acidentes de trânsito”.
O simulado faz parte de uma série de ações voltadas à capacitação contínua das forças de segurança, sendo crucial para o aprimoramento dos fluxos de comunicação, da tomada de decisão e da atuação conjunta em campo, sempre com foco na eficiência do atendimento à população e na redução do tempo de resposta em situações reais de emergência.
Fonte:: seguranca.pr.gov.br


