“Melhor arma que um país pode ter é alimento”, diz Lula

Marcelo Borges
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Foto: © Ricardo Stuckert / PR

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Durante o lançamento do Plano Safra voltado para agricultores familiares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou nesta terça-feira (30) a essencialidade do investimento em soberania alimentar e na diversificação da produção de alimentos. “A melhor arma que um país pode ter é alimento”, afirmou Lula, ao anunciar um total de R$ 97,3 bilhões em créditos para o setor agrícola.

O evento, realizado em Brasília (DF), contou com a presença de diversos representantes do setor agropecuário e foi marcado pela apresentação do governo sobre investimentos que englobam programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, além de assistência técnica e extensão rural aos agricultores.

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Durante sua fala, Lula relembrou uma conversa que teve com o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que ocupou o cargo entre 1999 e 2013 até seu falecimento. O presidente brasileiro recordou as dificuldades enfrentadas pelo país vizinho na produção de alimentos básicos, como leite e ovos.

“Você sabia que a melhor arma que um país tem que ter é alimento? Você sabia que nós precisamos ter soberania alimentar?”, questionou Lula enquanto lembrava que a Venezuela, em um momento, havia lhe apresentado aviões de caça, mas que o foco deveria estar na produção de alimentos essenciais.

Iniciativas de financiamento e redução de juros

No contexto do evento, Lula fez um apelo aos agricultores familiares para que aproveitem os recursos disponíveis para financiamento. Ele também destacou que o governo está trabalhando junto às instituições financeiras públicas para reduzir a taxa de juros oferecida aos produtores rurais.

O presidente enfatizou que os investimentos direcionados aos agricultores são fundamentais para movimentar a economia. “Se houver um pouco de dinheiro, isso vai beneficiar a família”, afirmou Lula, reforçando a importância do auxílio a quem vive do campo.

Além de falar sobre o potencial econômico dos recursos, Lula também tocou na questão da terra e mencionou que no Brasil há uma grande quantidade de terras sob a posse da União. “Não tem porque. Nem os nossos militares necessitam de tanta terra mais. Nós não vamos ter guerra. Nós somos da paz”, disse o presidente, demonstrando sua visão pacifista.

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Apoio às políticas públicas para agricultores

A presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Vânia Marques, também esteve presente no evento e ressaltou a importância do reconhecimento do governo em relação ao papel crucial da agricultura familiar. Segundo ela, esse apoio dá oportunidades a aqueles que se dedicam ao trabalho duro no campo, independentemente das condições climáticas.

“Isso é uma oportunidade para quem acorda cedo, faça chuva ou faça sol, para trabalhar, produzir e garantir que o alimento chegue às nossas mesas”, declarou. Vânia ainda destacou que o governo tem compromisso em promover políticas públicas que contribuam para que as mulheres no meio rural tenham maior acesso à autonomia financeira, fator que pode reduzir a vulnerabilidade a situações de violência doméstica.

A dirigente da Contag enfatizou ainda a urgência em encontrar soluções para desigualdades sociais e mudanças climáticas, afirmando que “nós podemos ser a solução da crise climática, pois protegemos as nascentes, recuperamos os solos e preservamos as sementes”. Assim, Vânia reiterou o papel responsável dos agricultores na produção alimentar.

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Solidariedade à Venezuela

Em um momento de sensibilidade durante o evento, Lula expressou suas condolências pelas 1.943 mortes confirmadas em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na semana anterior. O presidente brasileiro declarou que a nação fará o possível para ajudar o povo venezuelano neste momento difícil.

Ele mencionou os efeitos devastadores do desastre natural, que também resultaram em 10.571 feridos e 15.866 desabrigados, além do resgate de 6.461 pessoas dos escombros. Lula também informou que a estimativa é de que mais de 58 mil prédios tenham sido afetados. Ao final do evento, o presidente solicitou um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do terremoto na Venezuela.

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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