Mercado financeiro projeta inflação menor e leve avanço no PIB para os próximos anos

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Marcello Casal jr/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro ajustou para baixo, mais uma vez, as projeções oficiais para a inflação oficial do país. Divulgado pelo Banco Central, o tradicional Boletim Focus apontou um recuo sutil na estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passando de 5,01% para 5% na leitura mais recente.

Apesar da retração no indicador, o cenário projetado pelos analistas e especialistas consultados pela autoridade monetária ainda mantém a alta de preços acima do centro da meta estabelecida para o período, que é de 3%. O sistema vigente no país contempla uma margem de tolerância de um ponto e meio percentual para mais ou para menos, o que acomodaria variações, mas a taxa ainda permanece pressionada em relação ao alvo central.

Estratégia para o controle monetário e taxa Selic

Para buscar a convergência da inflação em direção às metas estipuladas pelo Conselho Monetário Nacional, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros da economia, a Selic. Atualmente, o patamar está fixado em 14%, conforme as diretrizes deliberadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Ainda segundo o documento estatístico publicado semanalmente pela autarquia, os agentes do mercado financeiro optaram por manter inalterada, pela quinta semana consecutiva, a expectativa de que a taxa Selic encerre este ciclo em 13,75%.

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Olhando para o horizonte de médio e longo prazo, as projeções econômicas coletadas pelo Boletim Focus indicam uma trajetória gradual de afrouxamento monetário. Para o próximo ano, a estimativa consensual aponta que a taxa básica de juros recue para o patamar de 12%, com novas reduções previstas para os anos seguintes, devendo alcançar 10,5%.

Crescimento do Produto Interno Bruto e câmbio

Em paralelo ao comportamento dos preços e dos juros, as perspectivas para a atividade econômica nacional continuam apontando para um ritmo de expansão moderada. O Produto Interno Bruto (PIB), indicador que sintetiza a soma de todas as riquezas produzidas no país, teve sua projeção de crescimento ligeiramente elevada de 1,92% para 1,93% no acumulado deste ano.

Para o próximo ano, a leitura dos analistas econômicos permanece conservadora, estimando que o crescimento da economia brasileira alcance a marca de 1,5%.

No setor externo e de câmbio, as projeções para a cotação da moeda norte-americana mantêm uma estabilidade relativa. A expectativa compilada pelo Banco Central indica que o dólar encerre este período cotado a R$ 5,20. Já para o encerramento do próximo ano, a mediana das previsões do mercado financeiro aponta para a moeda estadunidense negociada a R$ 5,30.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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