Na busca da soberania digital, Brasil está ficando bem pra trás sem Marco de Cibersegurança

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Brasil enfrenta um grande desafio ao não dispor de um Marco Legal de Cibersegurança, conforme alerta Gustavo Borges, Superintendente Executivo da Anatel. Ele observa que, enquanto nações como Estados Unidos e China estão avançando nesse tema, países da América Latina, como Chile e Uruguai, já implementaram suas próprias legislações sobre cibersegurança, deixando o Brasil em uma posição desfavorável.

Em uma entrevista concedida à CDTV, Borges destacou que a cibersegurança emergiu como um tópico crucial nas discussões sobre soberania digital e pediu urgência na atuação do Congresso Nacional. “Precisamos de uma direção que abarque todos os setores envolvidos”, enfatiza. Ele reconhece que o cenário político, especialmente em anos eleitorais e em meio à Copa do Mundo, apresenta dificuldades, mas sublinha que a segurança digital é uma questão que transcende políticas partidárias. “Não há espaço para polêmicas nesse assunto. Isso não é uma pauta de direita ou esquerda. O que queremos é possibilitar uma votação efetiva”, acrescenta.

O Superintendente da Anatel defende que a agência desempenhe um papel central na cibersegurança, dada sua capacidade de responder rapidamente às demandas e à sua relevância, uma vez que as telecomunicações são consideradas uma das infraestruturas críticas para a segurança nacional. Para Borges, a falta de uma estrutura regulatória clara pode resultar em um vazio vulnerável que deve ser urgentemente preenchido.

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A cibersegurança não só é fundamental para a proteção de dados e sistemas, mas também se tornou um fator determinante na garantia da soberania digital de um país. A ausência de um marco legal eficaz pode colocar em risco tanto a segurança dos cidadãos quanto a integridade das informações governamentais e comerciais. Portanto, a necessidade de avançar nesse âmbito é uma prioridade que demanda a atenção imediata dos legisladores brasileiros.

Borges conclui enfatizando a importância de um esforço conjunto entre os setores público e privado para fortalecer a cibersegurança no Brasil. Ele indica que o diálogo e a colaboração podem ser ferramentas eficazes para o desenvolvimento de um ambiente digital mais seguro, capaz de enfrentar as ameaças atuais e futuras. “É essencial que todos os agentes envolvidos estejam comprometidos com a segurança cibernética”, finaliza.

Assista à íntegra da entrevista e compreenda melhor a visão do especialista sobre a urgência de implementar um sistema robusto de cibersegurança no país.

Fonte: convergenciadigital.com.br

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