Data centers instalados no Brasil geram até sete vezes menos carbono operacional em comparação com estruturas semelhantes nos Estados Unidos, conforme aponta um estudo realizado pela ABDC (Associação Brasileira de Data Center).
A ABDC atribui essa significativa diferença à composição da matriz elétrica brasileira, que conta com uma maior participação de No país, a geração de energia elétrica é baseada principalmente em hidrelétricas, além de contar com a energia eólica, solar e biomassa. Em contraste, a matriz elétrica dos Estados Unidos ainda depende consideravelmente de combustíveis fósseis, como gás natural e carvão.
O estudo comparou as emissões de uma instalação padrão de 1 MW de carga de TI operando continuamente ao longo de um ano nos dois países. A metodologia aplicada está em conformidade com os critérios do GHG Protocol e considera as emissões nos escopos 1, 2 e 3.
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Os escopos referenciados no estudo são categorias utilizadas para medir as emissões de gases de efeito estufa. O escopo 1 abrange as emissões diretas geradas pela operação, como o uso de geradores a diesel em data centers; o escopo 2 considera as emissões indiretas ligadas à energia elétrica consumida; e o escopo 3 engloba demais emissões ao longo da cadeia produtiva, incluindo a construção, fabricação de servidores, baterias, equipamentos e logística.
Conforme relatado no levantamento, a discrepância mais notável está no escopo 2, que se relaciona com a eletricidade utilizada. Enquanto um data center de referência no Brasil emite cerca de 638 toneladas de CO₂ equivalente anualmente, uma instalação semelhante nos Estados Unidos apresenta emissões na ordem de aproximadamente 4.550 toneladas por ano.
Esse estudo foi desenvolvido a partir de dados fornecidos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), pelo BEN (Balanço Energético Nacional) e pela IEA (International Energy Agency).
*Sob supervisão de Daniel Rittner
Fonte: cnnbrasil.com.br


