Novos ataques em Gaza deixam mortos e elevam tensão na região

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Estadao.com.br

Ataques aéreos em Gaza resultam em vítimas fatais e intensificam alertas do governo israelense

Pelo menos três pessoas perderam a vida neste domingo, dia 23, em decorrência de novos bombardeios realizados por forças de Israel na Faixa de Gaza. Entre as vítimas fatais, conforme informações divulgadas pela Defesa Civil palestina após as operações, está uma criança de apenas quatro anos de idade. Diante da retomada da violência, o governo israelense emitiu um aviso severo ao grupo extremista Hamas, ameaçando intensificar ainda mais a ofensiva militar caso continuem os lançamentos de drones e artefatos incendiários a partir do território palestino em direção a áreas israelenses.

Questionado sobre a ação, o exército de Israel declarou à agência de notícias AFP que a investida teve como alvo específico um indivíduo classificado pelas autoridades militares como “terrorista”. A escalada recente, contudo, tem raízes em incidentes registrados ao longo do final de semana na zona fronteiriça.

Disputa sobre artefatos na fronteira e reações políticas

De acordo com veículos de comunicação de Israel, quatro pipas foram localizadas no sábado, dia 22, em comunidades situadas nas proximidades da fronteira com Gaza. No domingo, as forças armadas informaram a derrubada de mais um exemplar, elevando o montante total de artefatos recuperados nos últimos dias para dez.

Relatórios preliminares elaborados pelo comando militar israelense apontam a suspeita de que o Hamas esteja por trás dos lançamentos. Embora os objetos interceptados não estivessem carregados com explosivos, as autoridades avaliam que a ação possa se tratar de uma tática de teste de segurança contra as defesas de Israel. Em contrapartida, o movimento palestino negou veementemente qualquer envolvimento direto na soltura dos artefatos.

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Bassem Naim, figura proeminente do escritório político do Hamas, manifestou-se por meio de um comunicado oficial. Segundo ele, as pipas teriam sido “lançadas de Gaza por crianças que buscam sua infância inocente entre os escombros”. Em uma nota complementar, o grupo político e paramilitar acusou o Estado de Israel de utilizar a situação das pipas como um mero “pretexto” para justificar os ataques aéreos perpetrados ao longo do domingo.

Contexto do cessar-fogo e balanço de baixas

O frágil cessar-fogo que vigora na região desde outubro tem conseguido atenuar os índices gerais de violência e mortalidade no enclave palestino, embora ainda esteja longe de representar uma interrupção definitiva das hostilidades entre as partes. Desde o estabelecimento formal da trégua, as operações militares conduzidas por Israel na Faixa de Gaza já resultaram na morte de 1.286 pessoas, de acordo com os registros consolidados pelo Ministério da Saúde de Gaza.

Cabe destacar que a pasta de saúde local opera sob a tutela do Hamas, mas seus levantamentos estatísticos são frequentemente aceitos e considerados confiáveis por organismos internacionais, a exemplo da Organização das Nações Unidas (ONU). Do outro lado do conflito, o exército israelense computou um total de cinco soldados e um prestador de serviços civis mortos ao longo do mesmo período de vigência do acordo.

Fonte:: estadao.com.br

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