Pastorias norte-americanas realizam visita humanitária em unidade prisional paranaense

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Policiapenal.pr.gov.br

A Cadeia Pública Feminina de Alto Paraná, localizada no estado do Paraná, foi cenário de uma importante ação voltada ao suporte emocional e espiritual nesta quinta-feira (22). A unidade recebeu a visita de um grupo composto por pastoras originárias dos Estados Unidos, em uma iniciativa articulada pela Igreja CIA, sediada no município de Maringá, por intermédio do projeto social Movidas por Amor Internacional. O principal propósito da atividade foi o de assegurar momentos de acolhimento humanizado, reflexão profunda e assistência religiosa direcionada às detentas que cumprem pena no estabelecimento penal.

Ao longo da programação, as lideranças religiosas estrangeiras conduziram palestras compartilhando trajetórias de vida, testemunhos pessoais e mensagens fundamentadas na fé, na resiliência e na esperança de um futuro transformado. A mobilização abrangeu a totalidade das mulheres privadas de liberdade custodiadas na instituição, permitindo que todas pudessem usufruir da programação especial. As atividades abrangeram sessões de oração coletiva e conversas francas centradas em conceitos cruciais como a valorização da existência humana, a prática do perdão e a viabilidade concreta de um recomeço longe da criminalidade.

Além do suporte espiritual, a vivência proporcionou às detentas um intercâmbio cultural singular, viabilizando o contato direto com cidadãs de outras nacionalidades e realidades distintas. Essa aproximação contribuiu significativamente para ampliar o repertório de interações sociais e a troca de experiências dentro do sistema prisional, quebrando a rotina do cárcere e estimulando novas formas de enxergar o mundo exterior.

O coordenador regional da Polícia Penal do Paraná (PPPR) na cidade de Maringá, Júlio César Vicente Franco, fez questão de enfatizar a relevância estratégica de projetos que fomentam a assistência religiosa, apontando tais ações como pilares fundamentais para o sucesso do processo de reintegração social dos custodiados. Em sua avaliação, episódios dessa natureza evidenciam o valor da cooperação contínua entre os órgãos de segurança pública e as entidades organizadas da sociedade civil, indo muito além do mero encarceramento punitivo.

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“Essas ações demonstram a importância da parceria entre a Polícia Penal e a sociedade civil no desenvolvimento de atividades que vão além da custódia. Nosso trabalho também envolve garantir condições para que as pessoas privadas de liberdade tenham acesso a oportunidades de reflexão, desenvolvimento pessoal e reconstrução de suas trajetórias. A ressocialização é uma parte fundamental da nossa missão institucional”, declarou o coordenador regional.

No mesmo sentido, a policial penal e gestora administrativa da Cadeia Pública Feminina de Alto Paraná, Sandreli Ortiz Frasson, pontuou que incursões dessa natureza exercem um papel transformador na rotina carcerária. Para ela, o estímulo à autoestima e o contato com novas perspectivas de vida são ferramentas indispensáveis para preparar as detentas para o retorno ao convívio em sociedade.

“Momentos como esse colaboram com a reinserção ao meio social, pois valorizam a pessoa humana e possibilitam que as mulheres privadas de liberdade tenham contato com experiências, testemunhos e mensagens capazes de despertar novos propósitos para suas vidas. São ações que fortalecem a autoestima, renovam a esperança e mostram que sempre existe a possibilidade de recomeçar e construir uma nova história”, frisou a gestora da unidade prisional paranaense.

Representando o grupo estrangeiro, Carla Alvarenga, que atua diretamente no projeto Movidas por Amor Internacional, avaliou a visita como um marco inesquecível tanto para as visitantes quanto para as custodiadas. Segundo sua perspectiva, a iniciativa cumpriu o papel de disseminar mensagens de conforto espiritual, unindo diferentes culturas através da fé cristã.

“Foi uma experiência muito marcante, de emoção, fé e amor. Tivemos a oportunidade de levar a Palavra de Deus a essas mulheres e mostrar que, independentemente de suas histórias, todas merecem acolhimento e uma nova oportunidade. Acreditamos que o amor de Deus ultrapassa fronteiras e que, mesmo em situação de privação de liberdade, é possível encontrar esperança, perdão e caminhos para um novo começo”, concluiu a representante do projeto internacional.

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Fonte:: policiapenal.pr.gov.br

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