A inflação nos Estados Unidos registrou uma aceleração em março, impulsionada pelo aumento nos preços da gasolina, resultado da tensão crescente no Oriente Médio. Essa situação alimentou as expectativas do mercado financeiro de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, pode optar por manter a taxa de juros inalterada até o próximo ano.
De acordo com dados apresentados pelo Departamento de Comércio, o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) subiu 0,7% no último mês, a maior variação desde junho de 2022, seguindo um aumento não revisado de 0,4% em fevereiro. Essa elevação estava em consonância com as previsões dos economistas.
Nos doze meses encerrados em março, o PCE teve um acréscimo de 3,5%, o que representa a maior alta desde maio de 2023. No mês anterior, fevereiro, esse índice havia registrado um aumento de 2,8%. Esses dados foram divulgados juntamente com o relatório do produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre, que também foi disponibilizado nesta quinta-feira (30).
A inflação já apresentava uma alta antes do início do conflito no Oriente Médio, reflexo de medidas como as tarifas de importação implementadas durante a gestão do ex-presidente Donald Trump. No varejo, o preço médio da gasolina teve um aumento significativo de 24,1% em março, conforme informações da Administração de Informações sobre Energia dos EUA. Os preços nas bombas de combustível continuaram a subir, alcançando os níveis mais altos em quase quatro anos nesta semana.
Quando se excluem os itens voláteis, como alimentos e energia, o índice de preços PCE avançou 0,3% em março, na comparação com os 0,4% registrados em fevereiro. No que diz respeito ao núcleo do PCE, que exclui esses fatores, houve um crescimento de 3,2% nos doze meses até março, mantendo-se em linha com os 3,2% de fevereiro.
O Federal Reserve analisa os dados do PCE como parte de sua estratégia para atingir a meta de inflação de 2%. Na quarta-feira (29), a instituição decidiu manter a taxa de juros de referência entre 3,50% e 3,75%, mencionando as crescentes preocupações com a inflação devido ao contexto de conflito no Oriente Médio.
Fonte: cnnbrasil.com.br


