PCPR prende advogado suspeito de movimentar valores para esconder líder do tráfico de drogas

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Policiacivil.pr.gov.br

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) efetuou a prisão de um advogado suspeito de facilitar repasses ilegais que somam mais de R$ 273 mil para um líder do tráfico de drogas no bairro Parolin, em Curitiba. A operação foi realizada nas primeiras horas desta segunda-feira (1º).

Essa ação representa a segunda fase de uma operação iniciada em abril deste ano, quando 11 indivíduos foram detidos sob suspeita de fazer parte de uma organização criminosa que teria movimentado aproximadamente R$ 30,5 milhões em atividades relacionadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A investigação começou em junho de 2025. O grupo identificado estabeleceu controle sobre o território do Parolin após um conflito armado que resultou na eliminação de uma organização rival, transformando residências da área em depósitos estratégicos para armas e drogas, assim como em abrigo para suas operações.

A estrutura criminosa era liderada à distância por um homem e seu assistente. Ambos alegaram ter sido alvo de ameaças de morte e conseguiram transferir o cumprimento de suas penas para Maceió, em Alagoas. Ambos foram detidos durante a operação realizada em abril.

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A partir das provas coletadas durante essa ofensiva, a PCPR conseguiu identificar a participação direta de um advogado de Curitiba na ocultação da liderança do tráfico em Alagoas. O delegado Ricardo Casanova, da PCPR, afirmou que “o profissional agiu de maneira consciente e voluntária, sob uma aparência de legalidade, promovendo interesses pessoais e financeiros da organização criminosa”.

As investigações revelaram que o advogado havia constituído uma empresa em seu nome, localizada em seu próprio endereço. Com essa empresa, ele transferiu R$ 96 mil que foram utilizados para quitar um ano de aluguel do líder do grupo em um condomínio de luxo em Alagoas. O contrato de locação desse imóvel foi intermediado pelo advogado, utilizando dados pessoais de uma pessoa em situação de vulnerabilidade extrema e que lutava contra o vício em drogas, segundo esclarecimentos do delegado.

Além disso, a PCPR ficou ciente de que houve uma movimentação de outros R$ 177,9 mil em transações financeiras que envolviam a empresa de fachada, operadores financeiros ligados à organização criminosa e contas bancárias das esposas das lideranças do grupo.

Com as evidências reunidas, a PCPR solicitou a prisão do advogado, que foi autorizada pela Justiça e executada na manhã desta segunda-feira, com a supervisão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A operação também incluiu buscas que resultaram na apreensão de R$ 8,1 mil em espécie, cuja origem não pôde ser comprovada.

Após a prisão, o advogado foi encaminhado ao sistema penitenciário.

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Fonte: policiacivil.pr.gov.br

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