PCPR prende cinco pessoas em operação contra grupo que movimentou R$ 4 milhões com sextorsão

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Policiacivil.pr.gov.br

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, nesta quinta-feira (21), a prisão de cinco indivíduos durante uma operação que visou desmantelar uma organização criminosa transnacional especializada em sextorsão. A operação teve como um dos focos uma vítima residente em Palmas, no Sudoeste do Paraná, e foi realizada em cinco estados diferentes do país.

O trabalho foi realizado em parceria com o Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (CIBERLAB/MJSP) e contou com a colaboração das polícias civis do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Os crimes em investigação incluem extorsão majorada, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro por meio de criptoativos, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão em localidades como Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). Durante a operação, diversos celulares foram apreendidos e serão analisados para dar continuidade às investigações.

De acordo com a PCPR, as atividades criminosas começaram no ano de 2024. A vítima foi abordada por meio de redes sociais e, após, através de aplicativos de mensagens instantâneas, por um perfil falso que se identificava como “David Green”. O criminoso utilizou imagens de terceiros, já identificadas em golpes similares, e se apresentou como um médico oncologista em uma missão de paz da OTAN na Síria.

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Durante o desenrolar da manipulação emocional, o autor criou promessas de casamento e conquistou a confiança da vítima, levando-a a compartilhar fotos e vídeos íntimos. Posteriormente, ele começou a solicitar valores sob diferentes justificativas, incluindo despesas com passagens aéreas, detenções e multas relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil. Essas informações foram elucidadas por Kelvin Bressan, delegado do Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior da PCPR.

Com o crescimento da desconfiança da vítima e a comunicação sobre suas dificuldades econômicas, o autor iniciou a extorsão no formato de sextorsão, ameaçando divulgar o material íntimo em redes sociais caso não recebesse novos pagamentos, estipulando uma quantia de R$ 20 mil. No total, a vítima sofreu um prejuízo de mais de R$ 60 mil durante todo o processo.

As investigações revelaram que a organização tinha

Fonte: policiacivil.pr.gov.br

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