O custo da alimentação básica apresentou retração em quase todo o território nacional durante o mês de agosto. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento realizado em conjunto pela Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, e pelo Dieese, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o valor da cesta registrou queda em 25 das 27 capitais brasileiras. O estudo foi divulgado oficialmente nesta quinta-feira (10), apontando um alívio temporário no orçamento das famílias. Contudo, o movimento de baixa não foi universal, uma vez que apenas duas cidades na contramão da tendência nacional, Maceió e São Luís, registraram alta nos preços dos produtos essenciais que compõem o conjunto de itens analisados.
O comportamento dos preços no oitavo mês do ano foi fortemente influenciado pela retração nos valores de importantes hortifrútis e itens de consumo diário. Entre os destaques do levantamento, o café em pó e o tomate apresentaram redução de preços em mais de 80% das capitais do país. Esse recuo generalizado contribuiu de maneira significativa para o barateamento do custo final da cesta básica para a maior parte dos consumidores brasileiros. Outro produto que registrou queda expressiva foi o feijão-carioca, que ficou mais barato em 19 das 22 capitais onde o grão integra a composição tradicional da cesta. Entre os locais monitorados, a cidade de Goiânia se destacou positivamente ao registrar uma diminuição de 15% no preço do feijão.
Quedas expressivas em hortaliças e produtos de despensa
A batata foi outro item que registrou variações negativas expressivas ao longo do período analisado. A diminuição nos preços superou a marca de 14% nas capitais situadas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. O impacto dessa queda foi sentido de forma ainda mais intensa em Brasília, onde o tubérculo apresentou uma redução de preço de pouco mais de 34%, aliviando o bolso dos moradores do Distrito Federal. Além da batata, os açúcares cristal e refinado também seguiram a tendência de baixa, registrando redução em seus valores comercializados em 16 capitais monitoradas pela pesquisa.
Apesar do cenário amplamente favorável de quedas na maioria dos produtos, a pesquisa da Conab e do Dieese mapeou itens que continuam pressionando o custo de vida nas cidades. O arroz do tipo agulhinha e o leite integral foram vilões em grande parte do país, apresentando aumento de preços em 23 capitais. O cereal registrou altas superiores a 6% em praças importantes como Brasília e Porto Alegre. No caso do leite integral, o encarecimento foi ainda mais acentuado, com subidas que ultrapassaram a casa dos 7% em João Pessoa, Campo Grande e Teresina.
Disparidade de valores entre as regiões
O levantamento detalhou também os extremos de preços encontrados no país para a aquisição da cesta básica em agosto. A capital paulista, São Paulo, manteve a liderança com o maior valor registrado no país para o conjunto de alimentos, alcançando a marca de R$ 900. No outro extremo, a menor cifra foi identificada em Aracaju, onde a cesta básica custou R$ 570, evidenciando a forte disparidade regional no custo de vida brasileiro.
Em uma perspectiva de médio prazo, considerando a variação acumulada nos últimos 12 meses, a trajetória da inflação de alimentos ainda mostra alta na grande maioria das localidades. A cesta básica registrou aumento em 25 capitais no período de um ano. Entre as exceções, Brasília apresentou uma leve redução de 0,64% no acumulado de 12 meses, enquanto Goiânia acumulou a maior alta do país no mesmo intervalo, com um acréscimo de 7,5% no preço dos alimentos monitorados.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


