Vice-presidente americano classifica oposição democrata como partido do ódio em evento político

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Redação

Durante a convenção republicana realizada nesta quinta-feira, 10, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fez duras críticas à oposição e rotulou os Democratas como o “partido do ódio”. O evento político ocorre bem próximo das eleições de meio de mandato, que estão programadas para acontecer na primeira semana do mês de novembro.

Em seu discurso no palco da convenção, o representante do governo americano detalhou suas acusações contra os adversários políticos, mencionando inclusive datas históricas marcantes para o país. “Os democratas são o partido do ódio. São o partido que despreza a América e as pessoas que a construíram. São o partido que pode simpatizar com os terroristas que perpetraram” os ataques de 11 de setembro de 2001, declarou o político. Vale ressaltar que o atentado histórico completa 25 anos nesta sexta-feira.

Para o vice-presidente, as divergências internas existentes dentro da legenda Republicana tornam-se “insignificantes” quando colocadas lado a lado com as divisões profundas que, segundo ele, existem entre os democratas. “Nesta eleição, os democratas estão apresentando candidatos que dirão aos seus filhos o que eles podem dizer, como podem viver e, mais importante, quem eles devem odiar”, enfatizou perante o público presente no evento.

Posicionamento estratégico e discursos na convenção

A participação de destaque no evento serviu para consolidar ainda mais a imagem de JD Vance, posicionando-o estrategicamente como um potencial sucessor do presidente Donald Trump para a corrida presidencial de 2028. Logo após a fala do vice-presidente, Trump subiu ao palco do encontro partidário, elogiando o colega de chapa e fazendo uma declaração inusitada ao afirmar que está “ficando um pouco cansado de política”. Na ocasião, o atual chefe do executivo americano também aproveitou para se referir aos democratas utilizando o termo “esquerda radical”.

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O presidente voltou a pedir que os eleitores finjam que seu nome está na cédula de votação, evidenciando a preocupação da cúpula governista com o pleito que se aproxima. Atualmente, os republicanos entram na disputa legislativa enfrentando riscos reais de perder o controle político do Congresso americano.

Projeções divulgadas pelo site especializado em monitoramento eleitoral Decision Desk HQ indicam uma tendência de vitória para o partido opositor na Câmara dos Representantes, com uma estimativa de 229 a 206 cadeiras, enquanto a composição do Senado permanece em um cenário de empate técnico absoluto com 50 assentos para cada lado.

Cenário econômico e promessas de campanha

O panorama político atual traz desafios adicionais para a administração vigente. A taxa de aprovação pública de Donald Trump tem se mantido estagnada na casa dos 30%. Esse cenário desfavorável é impulsionado por fatores econômicos, como a inflação persistente no país, além do impacto negativo gerado pela impopular guerra envolvendo o Irã — conflito militar iniciado pelos Estados Unidos em parceria com Israel.

Tentando reverter o quadro desfavorável e mobilizar a base de eleitores, na quarta-feira, 9, o empresário voltou a afirmar que pagaria US$ 5 mil para cada “adulto americano” se os republicanos conseguirem manter o controle de ambas as casas do Congresso.

Fonte:: estadao.com.br

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