Presidente do Supremo Tribunal Federal agenda encontro com a Polícia Federal sobre o caso Master

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, agendou uma reunião oficial com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para debater os desdobramentos e as investigações que compõem o chamado caso Master.

O encontro está previsto para acontecer no dia 13 de outubro. Na ocasião, a corporação policial deve entregar formalmente a Fachin um levantamento detalhado contendo a relação com o nome de todos os ministros da Suprema Corte cujos nomes foram mencionados em diálogos e registros obtidos durante a apuração, que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A decisão de realizar a reunião ocorre após a emissão de um ofício enviado pela presidência da Corte à Polícia Federal nesta sexta-feira (2). Na manifestação oficial, o ministro Edson Fachin destacou que adotará todas as medidas cabíveis tão logo receba os dados consolidados sobre as diligências em curso.

“Cumpre-me esclarecer que, apenas chegue a esta presidência relatório, expediente ou conjunto de informações dessa natureza onde tenham sido apresentados integralmente, sem exceção de pessoa, os fatos correlatos, serão dados os encaminhamentos devidos”, declarou o chefe do Poder Judiciário em trecho do documento.

- Publicidade-

Pressão interna e quebra de sigilo

A articulação institucional para o encontro se intensificou nas últimas semanas, impulsionada por cobranças de diferentes integrantes do tribunal para que a presidência avaliasse com rigor todas as menções a magistrados que surgiram ao longo da análise das mensagens apreendidas na investigação.

No mês anterior, o ministro André Mendonça, que atua como relator do caso Master, determinou a retirada do sigilo de parte da investigação. Com a publicidade parcial dos autos, veio a público que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens a um número de telefone associado ao ministro Alexandre de Moraes pouco antes de sua prisão, realizada em novembro do ano passado.

A flexibilização do segredo de Justiça também expôs que outras figuras de proa do tribunal — entre eles os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e o próprio André Mendonça — tiveram seus nomes citados por interlocutores que mantinham ligações com o ex-banqueiro investigado.

Diante da repercussão e da necessidade de transparência institucional, o decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, também cobrou formalmente a identificação completa e o esclarecimento a respeito de todos os magistrados e autoridades eventualmente envolvidos ou citados no escândalo, reforçando o coro interno por respostas céleres por parte da cúpula do tribunal.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

- Publicidade-
Compartilhe esta notícia