A produção industrial brasileira registrou um leve crescimento de 0,1% na comparação entre fevereiro e março de 2026, marcando o terceiro mês consecutivo de alta. Ao comparar com o mesmo período do ano anterior, março apresentou um incremento de 4,3%, superando o recuo de 0,7% observado em fevereiro e a ligeira alta de 0,2% em janeiro de 2026. Este último mês anterior interrompeu uma sequência negativa de três meses, onde a produção caiu em dezembro (-0,1%), novembro (-1,4%) e outubro de 2025 (-0,4%). Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
As cifras apresentadas superaram as previsões de economistas consultados pela Reuters, que previam uma queda mensal de 0,2% e um crescimento anual de apenas 3,5%.
Durante a comparação de fevereiro para março, quatro grandes categorias econômicas e 8 dos 25 segmentos industriais analisados apresentaram crescimento. Entre os setores que se destacaram positivamente, observou-se um aumento de 2,2% na categoria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que marcou seu quarto mês consecutivo de crescimento, acumulando uma expansão de 11,5% neste período. Além disso, os produtos químicos subiram 4,0%, revertendo a queda de 1,5% que foi observada em fevereiro, conforme mencionado por André Macedo, gerente da PIM.
O que mais impactou a produção
Dentre as contribuições significativas para o crescimento da indústria, destacam-se os veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançaram 1,1%, assim como a metalurgia, que subiu 1,2%, e máquinas e equipamentos, com uma alta de 1,0%.
Por outro lado, houve recuos em diversas atividades. Entre as dezesseis que apresentaram quedas, o setor de bebidas teve uma redução de 2,9%, interrompendo uma sequência de três meses de crescimento acumulando 8,5%. As máquinas, aparelhos e materiais elétricos também apresentaram uma queda considerável, de 3,9%, intensificando a baixa observada em fevereiro (-2,3%).
Outros segmentos com resultados negativos foram: móveis (-6,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática e produtos eletrônicos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e materiais plásticos (-1,1%).
Análise das categorias econômicas
A análise das grandes categorias econômicas na comparação mensal mostra que os bens de consumo duráveis destacaram-se com um crescimento de 1,7%, marcando a terceira taxa positiva consecutiva e acumulando um aumento de 9,9% nesse intervalo. Os setores de bens de capital (0,6%), bens intermediários (0,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também mostraram resultados favoráveis, todos apresentando o terceiro mês de progresso na produção, com ganhos acumulados de 6,4%, 4,1% e 2,4%, respectivamente.
A produção industrial cresce 0,1% em março, superando as expectativas do mercado.
Fonte: infomoney.com.br


