Uma operação de rotina da Receita Federal resultou na apreensão de 36,5 quilos de cocaína na manhã desta terça-feira (11), em um terminal portuário privado situado em Paranaguá, no litoral do estado do Paraná. O material ilícito foi localizado durante uma fiscalização minuciosa em unidades de carga destinadas à exportação internacional.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades alfandegárias, o entorpecente estava oculto no interior de um contêiner refrigerado. A estrutura frigorífica utilizava uma fachada comercial legítima, transportando uma carga regular de frango congelado que tinha como destino final o continente europeu.
Estratégia de ocultação e tecnologia empregada na inspeção
A localização exata da droga exigiu o emprego de tecnologia avançada e recursos especializados de varredura. No total, os agentes fiscais contabilizaram 30 tabletes da substância entorpecente. O sucesso da operação foi garantido pelo uso combinado de imagens geradas por escâneres de grande porte e pela atuação perspicaz do cão farejador Falcon, integrante da equipe K-9 da Receita Federal.
Os tabletes de cocaína foram cuidadosamente embutidos na área do condensador do contêiner, um compartimento técnico do equipamento de refrigeração que costuma ser explorado por organizações criminosas para tentar burlar a fiscalização portuária sem danificar a carga principal de alimentos.
Destino internacional e próximos passos da investigação
Os levantamentos iniciais conduzidos pela equipe de fiscalização apontam que a rota do carregamento ilícito previa a saída do litoral paranaense com rumo ao porto de Antuérpia, localizado na Bélgica. Os portos europeus continuam sendo um dos principais pontos de entrada monitorados pelas autoridades brasileiras e internacionais devido à intensa atividade do tráfico transnacional de drogas.
Logo após a retirada e a contabilização de todo o material apreendido, a carga de cocaína foi imediatamente encaminhada para a custódia da polícia judiciária competente. A partir de agora, a instituição policial assume a condução das investigações para tentar identificar os responsáveis pelo envio, desarticular a rede logística envolvida no esquema e rastrear a origem do entorpecente dentro do território nacional.
Fonte:: cbncuritiba.com.br


