Setor florestal do Paraná expressa preocupação com nova tarifa dos EUA

Marcelo Borges
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O anúncio de uma nova política tarifária por parte dos Estados Unidos gerou forte preocupação no setor florestal do Paraná. A partir desta sexta-feira (24), passa a valer uma tarifa-base de 12,5% incidente sobre mercadorias procedentes do Brasil e de outros parceiros comerciais. A implementação dessa cobrança ocorre sob a justificativa governamental norte-americana de deficiências no combate ao trabalho forçado, substituindo a taxa global temporária de 10% e acentuando as divergências comerciais entre as nações.

De acordo Como consequência direta dessa conjuntura, uma vasta gama de mercadorias brasileiras destinadas à exportação para o mercado norte-americano passa a enfrentar um ambiente de negócios consideravelmente mais restritivo.

SAIBA MAIS

A entidade representativa do setor madeireiro e florestal relata que ainda está procedendo à análise técnica detalhada sobre a forma como a determinação será efetivamente aplicada. Nesse sentido, o segmento aguarda a publicação oficial e definitiva das diretrizes para verificar quais itens poderão eventualmente se enquadrar em salvaguardas ou em algum tipo de isenção contemplada na legislação dos Estados Unidos. Não obstante, o prognóstico preliminar formulado pela diretoria aponta que os reflexos econômicos devem apresentar patamares semelhantes aos observados no período anterior, conforme pontua Fabio Brun, presidente da Apre.


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Impactos anteriores e reflexos no mercado de trabalho

No tocante ao histórico econômico recente, a Apre Florestas destaca que a escalada de barreiras comerciais teve início em abril de 2025, momento em que foi instituída uma exação inicial de 10% sobre variados artigos industriais. Posteriormente, em julho do mesmo ano, uma nova elevação tarifária impulsionou a taxa para 50%, conforme os registros da associação empresarial.

As repercussões dessas diretrizes sobre a economia paranaense foram expressivas, tornando o setor florestal um dos mais penalizados no âmbito estadual. Diante do enfraquecimento das vendas externas, diversas companhias precisaram adotar medidas drásticas, tais como a concessão de férias coletivas, a execução de cortes de pessoal e, em cenários mais críticos, a descontinuidade definitiva de suas operações produtivas. Os cálculos estimados pela entidade apontam que aproximadamente 10 mil postos de trabalho foram extintos em decorrência direta das restrições comerciais impostas pelo exterior.

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Para a associação setorial, a nova alíquota consolida-se como mais um obstáculo operacional para corporações que já lidavam com as perdas decorrentes do endurecimento das regras comerciais norte-americanas. A avaliação institucional é de que os mesmos nichos de produtos atingidos no ano anterior deverão recair na rota dos prejuízos por conta da nova diretriz.

Diante desse panorama, a Apre Florestas enfatiza que a resolução definitiva para o conflito deve ser alcançada primordialmente por meio de tratativas diplomáticas bilaterais entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. A posição da organização é contrária à adoção de medidas de retaliação ou reciprocidade, argumentando que tais ações governamentais tendem a intensificar as dificuldades enfrentadas pelos produtores nacionais e falham em solucionar o impasse comercial de longo prazo.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

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