Automação, digitalização e inovação são fundamentais diante do cenário de dificuldade de contratar profissionais qualificados. (Foto: Divulgação/Gelson Bampi)
Presente diariamente na mesa da população e responsável por uma das principais cadeias produtivas do estado, a indústria de alimentos e bebidas vem ampliando o uso de tecnologia, automação e inovação. O objetivo principal é aumentar a produtividade, aperfeiçoar os processos produtivos e responder a um dos maiores desafios enfrentados pelo setor atualmente: a escassez de mão de obra qualificada para determinadas funções.
A força dessa atividade econômica pode ser medida através de números expressivos. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), levantados pelo Núcleo de Assessoria Econômica da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), apontam que o setor contava com quase 6 mil estabelecimentos no estado. Além disso, o mercado emprega centenas de milhares de trabalhadores, consolidando-se como um dos pilares da economia regional e respondendo por mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) industrial paranaense, conforme levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A força do setor pode ser medida pelos números: alimentos e bebidas respondem por 35,8% do PIB industrial paranaense (Foto: Divulgação/Gelson Bampi)
A presença do estado no mercado internacional também se destaca de maneira significativa. As exportações do segmento movimentam bilhões de dólares anualmente, evidenciando a capacidade técnica das empresas locais em transformar a matéria-prima regional em produtos de alto valor agregado, abastecendo tanto o mercado interno brasileiro quanto diversos países ao redor do globo.
Modernização das fábricas e os desafios da mão de obra
Para lideranças empresariais do setor, o avanço tecnológico deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade de sobrevivência e competitividade. A automação e a digitalização permitem aprimorar o controle de qualidade, reduzir desperdícios e ampliar o volume de produção, modificando também o perfil dos profissionais exigidos pelas companhias.
Dentro dos parques fabris, a tecnologia está presente desde a seleção inicial das matérias-primas até o envase, a embalagem e a logística interna. Sensores inteligentes e sistemas computadorizados monitoram os indicadores em tempo real, garantindo maior precisão e padronização.
Esse movimento de modernização ajuda a mitigar os impactos da falta de trabalhadores qualificados. Enquanto a automação absorve atividades repetitivas ou de alta complexidade física, surgem novas oportunidades para colaboradores capacitados a operar, monitorar e realizar a manutenção de sistemas avançados.
Uma cadeia integrada que fortalece a economia regional
O impacto da indústria de alimentos vai muito além dos limites físicos das fábricas. A atividade movimenta uma extensa rede de parceiros que abrange fornecedores de maquinário, embalagens, matrizes energéticas, serviços de transporte e tecnologia da informação.
Esse ecossistema industrial atua como o principal agente de transformação da vocação agropecuária do estado. Itens como carnes, grãos, laticínios e pescados passam por etapas de industrialização que elevam o valor do produto final, gerando novas fontes de renda e oportunidades de trabalho em várias regiões paranaenses.
Além da alimentação humana tradicional, o setor abrange frentes estratégicas como a produção de ração animal e o desenvolvimento de alimentos funcionais, voltados para consumidores que buscam saúde e bem-estar. Essa versatilidade demonstra a capacidade de adaptação da indústria frente às novas tendências de consumo, consolidando o Paraná como referência nacional e internacional em produção de alimentos com qualidade e inovação.
Fonte:: ric.com.br


