Transformação digital no setor público avança rumo à inteligência artificial agêntica

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

A tecnologia de inteligência artificial tem o papel fundamental de revolucionar processos, indo muito além de apenas aprimorar o que já existe. Com essa premissa, o diretor-geral de setor público da AWS no Brasil, Paulo Cunha, destacou durante o Fórum Executivo Brasil Setor Público AWS, realizado em Brasília, que o poder público brasileiro já deu os primeiros passos em direção a essa nova realidade.

Durante o evento, o executivo ressaltou para uma audiência composta por gestores e líderes da administração pública que a transição para a chamada inteligência artificial agêntica já é uma realidade em andamento. Para ele, as fases iniciais de adaptação foram vencidas, abrindo espaço para que os sistemas inteligentes autônomos cumpram com eficácia as missões a eles atribuídas.

O panorama atual da tecnologia na administração pública

Em conversa com a equipe de reportagem, Paulo Cunha enfatizou que o Estado brasileiro dispõe de um ecossistema robusto de informações, englobando tanto dados estruturados quanto não estruturados. Diversos ministérios e órgãos governamentais já implementam soluções baseadas em inteligência artificial, com aplicações de destaque em áreas vitais como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério da Educação (MEC). No entanto, o representante da empresa de tecnologia avalia que ainda existe espaço para fortalecer a governança centralizada, garantindo que a inovação receba o nível prioritário adequado.

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No tocante à aquisição de novas tecnologias, as mudanças recentes na legislação de compras governamentais trouxeram maior flexibilidade e novos mecanismos jurídicos. O executivo apontou que o marco legal atual permite contratações direcionadas por projetos específicos. Um exemplo prático dessa modalidade é o desenvolvimento recente de ferramentas educacionais voltadas para estudantes que se preparam para exames nacionais, como a plataforma do MEC focada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que já emprega agentes inteligentes.

Desafios econômicos e infraestrutura em nuvem

Ao abordar um dos principais entraves apontados pelo mercado corporativo — a questão financeira relacionada ao uso intensivo de tecnologias avançadas —, o especialista foi enfático ao afirmar que a sustentabilidade operacional dessas ferramentas depende diretamente da infraestrutura de computação em nuvem. Segundo a análise apresentada, tentar implementar soluções dessa magnitude sem o suporte de ambientes em nuvem tornaria os custos proibitivos para os cofres públicos e para as empresas.

Sobre a flutuação nos preços associados ao processamento de dados e tokens, a perspectiva é de que ocorra uma retração nos valores à medida que as organizações adotem critérios mais assertivos na seleção das ferramentas ideais para cada tipo de demanda específica. A entrevista completa com o dirigente da companhia pode ser conferida no vídeo institucional disponibilizado pela cobertura do evento.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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