As instituições de ensino localizadas em Riad, capital da Arábia Saudita, adotarão o ensino remoto pelo período de uma semana. A determinação foi comunicada aos responsáveis pelos estudantes por meio de correio eletrônico neste domingo, 27, em um cenário marcado por investidas de grupos insurgentes contra o território saudita.
“Fomos informados pelas autoridades sauditas de que as escolas deverão permanecer fechadas durante toda a semana”, destacam comunicados emitidos por unidades de ensino e verificados por agências internacionais de notícias.
Embora uma justificativa oficial detalhada não tenha sido publicada de imediato pelas instâncias governamentais, a decisão coincide com a elevação das tensões geopolíticas na região do Golfo e com a frequência de ações atribuídas aos rebeldes houthis, fações alinhadas estrategicamente com o governo do Irã.
O acirramento das hostilidades ganhou tração após operações recentes conduzidas pelos insurgentes no Iêmen. Durante este mês, o movimento assumiu o controle da cidade portuária de Mokha, consolidando domínio sobre a totalidade da costa iemenita banhada pelo Mar Vermelho, conforme informações veiculadas pela imprensa internacional. Além disso, as forças rebeldes registraram avanços em direção ao estratégico estreito de Bab el-Mandeb, reconhecido globalmente como um dos corredores mais vitais para a circulação de mercadorias e suprimentos energéticos.
Diante do cenário de conflito, lideranças religiosas do país têm se manifestado publicamente. Na última quinta-feira, 24, o principal clérigo saudita, xeque Saleh bin Fawzan al-Fawzan, exortou os militares da nação a manterem o máximo rigor na defesa territorial, classificando o engajamento no combate aos houthis como uma missão de caráter sagrado. O religioso também demandou que os integrantes da coalizão militar liderada pelos sauditas preservem elevado estado de prontidão operacional frente aos riscos iminentes.
Fonte:: estadao.com.br


