Aulas em Riad passam para o formato online após investidas rebeldes no Iêmen

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Redação

As instituições de ensino localizadas em Riad, capital da Arábia Saudita, adotarão o ensino remoto pelo período de uma semana. A determinação foi comunicada aos responsáveis pelos estudantes por meio de correio eletrônico neste domingo, 27, em um cenário marcado por investidas de grupos insurgentes contra o território saudita.

“Fomos informados pelas autoridades sauditas de que as escolas deverão permanecer fechadas durante toda a semana”, destacam comunicados emitidos por unidades de ensino e verificados por agências internacionais de notícias.

Embora uma justificativa oficial detalhada não tenha sido publicada de imediato pelas instâncias governamentais, a decisão coincide com a elevação das tensões geopolíticas na região do Golfo e com a frequência de ações atribuídas aos rebeldes houthis, fações alinhadas estrategicamente com o governo do Irã.

O acirramento das hostilidades ganhou tração após operações recentes conduzidas pelos insurgentes no Iêmen. Durante este mês, o movimento assumiu o controle da cidade portuária de Mokha, consolidando domínio sobre a totalidade da costa iemenita banhada pelo Mar Vermelho, conforme informações veiculadas pela imprensa internacional. Além disso, as forças rebeldes registraram avanços em direção ao estratégico estreito de Bab el-Mandeb, reconhecido globalmente como um dos corredores mais vitais para a circulação de mercadorias e suprimentos energéticos.

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Diante do cenário de conflito, lideranças religiosas do país têm se manifestado publicamente. Na última quinta-feira, 24, o principal clérigo saudita, xeque Saleh bin Fawzan al-Fawzan, exortou os militares da nação a manterem o máximo rigor na defesa territorial, classificando o engajamento no combate aos houthis como uma missão de caráter sagrado. O religioso também demandou que os integrantes da coalizão militar liderada pelos sauditas preservem elevado estado de prontidão operacional frente aos riscos iminentes.

Fonte:: estadao.com.br

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