Tribunal Superior Eleitoral desmente alegação de Flávio sobre retirada de fiscais

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Frame TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou como falsa, nesta segunda-feira (26), a declaração do candidato à Presidência derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro, de que fiscais de sua legenda, o Partido Liberal (PL), teriam sido obrigados a se retirar da sala-cofre da instituição durante o processo de apuração dos votos.

No pleito em questão, Flávio acabou superado na disputa pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve uma vantagem de aproximadamente 4,4 milhões de votos ao final da contagem oficial.

Em nota oficial emitida nas primeiras horas do dia, a Corte Eleitoral detalhou o funcionamento e o acesso aos espaços do tribunal durante o processo democrático. Conforme a administração do órgão, a chamada sala-cofre do TSE não é destinada à visitação pública. Em contrapartida, todas as demais dependências essenciais do edifício, a exemplo da Sala de Totalização, permanecem inteiramente abertas ao escrutínio de fiscais indicados pelas agremiações partidárias, observadores internacionais de diferentes nações, profissionais da advocacia e representantes do Ministério Público, que acompanham a apuração desde o seu início.

O tribunal apresentou registros oficiais que comprovam que dois representantes credenciados pelo PL estiveram fisicamente na sede do TSE, situada em Brasília. Na ocasião, eles acompanharam de perto a realização do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, procedimento sediado no subsolo do prédio. Além disso, os fiscais partidários transitaram pela Sala de Totalização e pela Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar do complexo.

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“Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”, pontuou o tribunal por meio de esclarecimento público divulgado à imprensa.

A controvérsia ganhou força após o encerramento da apuração, quando o TSE oficializou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 51,79% dos votos válidos. Em pronunciamento público realizado logo após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro afirmou publicamente que considerava inviável reconhecer o resultado das urnas. Durante o mesmo discurso, o candidato derrotado lançou suspeitas sobre a atuação da Justiça Eleitoral, alegando que seus fiscais teriam sido impedidos de permanecer em áreas restritas, especificamente na sala-cofre.

A polêmica também envolveu debates sobre os desdobramentos do dia da votação, marcado pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Próximo ao horário tradicional de encerramento do pleito, estabelecido para as 17h, o magistrado determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o território nacional. A medida jurídica atendeu a petições apresentadas tanto pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoiava Luiz Inácio Lula da Silva, quanto pela própria coligação de Flávio Bolsonaro, que também havia protocolado formalmente um pedido de extensão do horário junto ao TSE.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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