O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quarta-feira (9) a regularidade do registro de candidatura de Renan Santos, filiado ao partido Missão, que concorre ao cargo de presidente da República nas eleições de 2026. Com a deliberação da Corte, também ficou aprovada a chapa com Aroldo Medina como candidato a vice-presidente. Os dados foram obtidos por meio da plataforma oficial de divulgação da Justiça Eleitoral.
A validação definitiva acontece após um período de instabilidade jurídica na campanha. Anteriormente, a candidatura de Renan havia enfrentado uma suspensão determinada pelo ministro do TSE Dias Toffoli. No final do mês de agosto, o magistrado havia paralisado temporariamente as atividades da campanha sob o argumento de que 16 perfis utilizados em redes sociais não haviam sido declarados formalmente no registro da chapa.
No entanto, o cenário sofreu alteração rapidamente. No dia seguinte à interrupção inicial, Dias Toffoli reverteu a medida e autorizou a retomada dos atos de campanha. O exame aprofundado do caso e o julgamento do mérito do registro, inicialmente agendados para o dia 31 de agosto, acabaram sendo reprogramados pelo ministro até chegarem ao desfecho favorável nesta semana.
Corte eleitoral contabiliza 11 chapas presidenciais com registros deferidos
Com o aval dado ao pleito de Renan Santos, o TSE alcança a marca de 11 chapas com a situação regularizada para a disputa presidencial. Além do representante do partido Missão, o plenário da Corte já deferiu os nomes de Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (Democracia Cristã) para a corrida ao Palácio do Planalto.
Enquanto parte dos concorrentes já garantiu o aval da Justiça Eleitoral, outros nomes ainda aguardam a conclusão da análise de seus processos. Entre os pendentes de julgamento definitivo estão os registros de Augusto Cury e Júlio Delgado, filiados ao Avante, além da chapa composta por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB.
Entre as pendências remanescentes, a situação jurídica ligada a Pablo Marçal é apontada como a mais complexa. O empresário enfrenta complicações legais decorrentes de sua participação no pleito municipal de 2024 para a Prefeitura de São Paulo, o que resultou em uma decisão que o declarou inelegível até o ano de 2032 devido a infrações relacionadas ao uso indevido dos meios de comunicação social.
Fonte:: ric.com.br


