O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo, 11, que os governos da Rússia e da Ucrânia chegaram a um entendimento para suspender imediatamente as ofensivas militares voltadas contra as respectivas redes e infraestruturas energéticas.
Por meio de uma postagem em sua rede social, a Truth Social, o mandatário norte-americano detalhou a medida de forma enfática, embora sem aprofundar nos mecanismos de fiscalização ou termos contratuais do pacto. “Com efeito imediato, há um cessar-fogo energético na guerra entre Rússia e Ucrânia. As partes concordaram. Não o quebrem!”, declarou na plataforma.
A declaração pública veio à tona exatamente um dia depois de o líder da Casa Branca direcionar críticas severas aos bombardeios conduzidos por forças ucranianas contra refinarias de petróleo em território russo. Na ocasião, Trump também expressou publicamente que considerava oportuna a chegada de um novo chefe de Estado na Ucrânia.
Repercussão e expectativa de esclarecimentos
Até o momento da divulgação da notícia, o Kremlin — sede do governo russo — ainda não havia emitido nenhum posicionamento oficial confirmando ou refutando o suposto acordo anunciado por Washington. Do lado ucraniano, a postura adotada foi de cautela, com autoridades locais sinalizando que pretendem compreender melhor os termos apresentados pelos Estados Unidos antes de oficializarem qualquer passo definitivo.
O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, manifestou-se por meio de uma postagem em sua página no Facebook. Na mensagem, ele pontuou que o país apoia a iniciativa de trégua, desde que haja reciprocidade por parte de Moscou, e frisou que o governo nacional permanece no aguardo de esclarecimentos detalhados por parte dos interlocutores norte-americanos.
Controvérsia sobre a liderança política
Ainda no domingo, o presidente ucraniano utilizou o espaço público para responder às declarações em que Donald Trump sugeria a necessidade de uma mudança na presidência ucraniana. Em uma entrevista concedida à emissora norte-americana ABC News, Zelenski defendeu a soberania do processo político em seu país.
De acordo com o chefe de Estado da Ucrânia, a prerrogativa de definir quem deve ocupar o cargo máximo do Poder Executivo pertence estritamente aos cidadãos locais. “Antes de mais nada, com todo respeito ao presidente Trump, cabe à nossa sociedade, ao nosso povo, escolher um ou outro líder”, pontuou durante a conversa com os jornalistas.
Aproveitando o espaço na mesma entrevista, Zelenski reiterou a importância de se estabelecer uma trégua ampla de pelo menos 60 dias no conflito armado. Segundo o governante ucraniano, uma pausa prolongada e estruturada nos combates seria o cenário ideal para viabilizar a organização logística de futuros pleitos eleitorais no país leste-europeu.
Fonte:: estadao.com.br


