País avança para criar primeira vacina brasileira contra a malária

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Estudo para liberação da vacina terá três fases...

Estudo para liberação da vacina terá três fases. (Foto: Alex Pazuello/SECOM)

O Brasil deu um passo histórico rumo ao desenvolvimento de um imunizante totalmente nacional voltado para o combate à malária. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu a autorização necessária para que os testes em humanos com a vacina, batizada de Vivaxin, tenham início oficial.

De acordo

Para viabilizar a execução de todas as etapas dos ensaios clínicos, o governo federal destinou um aporte financeiro de R$ 12 milhões. O montante será integralmente aplicado nas três fases de testes necessárias para avaliar a eficácia e a segurança do produto.

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Foco no combate ao principal parasita da doença

O imunizante em desenvolvimento foi desenhado especificamente para combater a malária gerada pelo Plasmodium vivax. Este parasita em questão é o principal causador da grande maioria dos diagnósticos da enfermidade registrados em território brasileiro.

Neste primeiro momento, a fase inicial dos exames clínicos terá como foco principal mensurar o perfil de segurança da fórmula, identificar possíveis reações adversas nos voluntários e verificar se a substância é capaz de induzir uma resposta imunológica satisfatória.

O protocolo estabelecido conta com a participação de 48 voluntários que não possuem histórico de infecção prévia pela doença. O grupo é composto por pessoas com idades entre 18 e 59 anos, que serão submetidas a um monitoramento clínico rigoroso ao longo de um período de 360 dias.

Panorama da doença e relevância do imunizante

Em nota oficial, o Ministério da Saúde destacou a relevância científica do projeto. Conforme a pasta, o avanço tecnológico representa um divisor de águas e abre perspectivas inéditas de prevenção contra uma enfermidade que acumulou 118.037 ocorrências confirmadas em todo o país.

No cenário nacional, o panorama da malária apresenta forte concentração nos estados que integram a Região Amazônica, abrangendo o Acre, o Amapá, o Amazonas, o Maranhão, o Mato Grosso, o Pará, Rondônia, Roraima e o Tocantins.

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Apesar da baixa incidência fora da zona amazônica, as autoridades de saúde alertam que os casos registrados em outras regiões exigem atenção redobrada. Isso ocorre porque o índice de letalidade nesses locais costuma ser superior ao observado nos estados da Região Norte, tornando o monitoramento indispensável.

Fonte:: ric.com.br

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