A mineradora Vale se manifestou recentemente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), afirmando que não houve qualquer tipo de acordo ou indenização vinculada à renúncia de Daniel André Stieler de sua posição como presidente do conselho de administração. A empresa destacou que a decisão de renunciar foi pessoal e formalizada através de uma carta apresentada na última segunda-feira (6).
A declaração da Vale surge como uma resposta ao inquérito aberto pela CVM, que busca apurar possíveis irregularidades relacionadas à saída de Stieler. Conforme uma matéria publicada pelo Valor Econômico, existe uma suspeita de que o executivo teria recebido uma compensação financeira para se desligar do cargo, uma vez que seu mandato se estenderia até abril do próximo ano. O fundo de pensão Previ, que é o maior acionista da mineradora, estava pressionando por sua saída.
No ofício enviado à CVM, a Vale revelou a existência de um acordo financeiro com Stieler, porém esclareceu que a decisão do executivo foi o que motivou essa negociação. A companhia afirmou que foi estabelecido um “Contrato de Compensação por Não Competição e Outras Avenças” em razão de um desligamento que não estava nos planos e em um momento em que diversos tópicos estratégicos ainda estavam sendo trabalhados em suas funções.
Vale anuncia renúncia imediata de presidente do Conselho
-

Segundo fundo ligado a terras raras chega à B3 em menos de um mês
Vale diz que “avaliou”, mas nega investimento na Bamin
A Vale explicou que o contrato inclui cláusulas de não competição, não solicitação, não difamação e confidencialidade por um período de 24 meses. Essa medida foi considerada necessária devido ao acesso de Stieler a informações estratégicas e confidenciais enquanto atuou no conselho.
A empresa avaliou ainda que sua política de remuneração do conselho de administração continua a ser integralmente aplicada, sem mudanças. De acordo com o comunicado, a compensação prevista no acordo é relacionada às obrigações assumidas por Stieler durante o período de 24 meses e não deve ser confundida com a remuneração pelo cargo que ele ocupava.
A Vale também informou que os valores definidos no contrato foram analisados por uma firma reconhecida internacionalmente, especializada em recrutamento de executivos e na estruturação de pacotes de compensação. A análise concluiu que as condições acordadas estão de acordo com as práticas do mercado.
Por fim, a mineradora enfatizou que os detalhes do contrato não se configuram como um fato relevante, pois não teriam o potencial de influenciar de maneira significativa a decisão de investimento dos acionistas ou a cotação das ações da empresa.
Fonte: cnnbrasil.com.br


