Cesta básica registra aumento de 2,31% em março

Marcelo Borges
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Foto: (Foto: TaWiPoP/Pixabay)

No último mês de março de 2026, o valor da cesta básica em São Paulo teve um aumento significativo de 2,31%. O custo médio, que era de R$ 1.281,04 em fevereiro, subiu para R$ 1.310,60, conforme os dados coletados em pesquisa mensal pela Fundação Procon-SP em parceria com o DIEESE. Essa alta representa o maior valor registrado para o conjunto de 39 itens de alimentação, limpeza e higiene pessoal desde julho de 2025, quando a cesta era vendida por R$ 1.325,15.

De acordo com o Procon-SP, o grupo de produtos alimentícios foi o principal fator contribuinte para esse aumento, com seu preço saltando de R$ 1.096,11 para R$ 1.126,51, o que representa um crescimento de 2,77% em apenas um mês.

Entre os produtos que tiveram as maiores altas estão a cebola, que agora custa R$ 4,61 o quilo, apresentando um aumento expressivo de 21,96%, e o feijão carioquinha, com preço de R$ 7,50, que teve uma elevação de 13,98%.

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A elevação do preço da cebola foi atribuída ao fim da safra no Paraná e no Rio Grande do Sul, à baixa disponibilidade desse produto no Nordeste e à deterioração da qualidade, resultando em um aumento do descarte. Por outro lado, o feijão enfrentou dificuldades de colheita e restrições na oferta, o que impactou negativamente os preços.

No acumulado do ano até março, o custo da cesta básica apresentou uma variação de 1,92% (considerando como base dezembro de 2025). Porém, ao olhar para os últimos doze meses, houve uma queda acumulada de 4,02%. Entre os produtos alimentícios que apresentaram as maiores variações negativas ao longo do ano, destacam-se o alho, que caiu 38,24%, o arroz de 5 kg, que diminuiu 30,73%, e os ovos brancos, que tiveram uma desvalorização de 27,93%.

Este cenário de aumento nos preços dos alimentos reflete uma série de fatores economicos e eventos climáticos que afetam a produção e o abastecimento dos produtos essenciais. Enquanto isso, a população busca formas de adaptar seu orçamento diante das constantes mudanças no custo de vida.

Fonte: infomoney.com.br

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