As forças armadas dos Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios de retaliação considerados intensos contra o Irã nesta quarta-feira, dia 29. A ação militar representa as primeiras investidas diretas em território iraniano em quase sete dias, elevando novamente a tensão geopolítica na região do Oriente Médio e interrompendo as expectativas geradas por um trégua recente.
De acordo
Horas antes da confirmação oficial das operações militares, o presidente norte-americano, Donald Trump, já havia adotado um tom duríssimo publicamente. O chefe de Estado prometeu retaliar o governo iraniano com extrema rigidez após um ataque com mísseis ter sido direcionado contra bases militares dos Estados Unidos localizadas na Jordânia.
Conforme relatado pelo correspondente-chefe de assuntos internacionais da emissora Fox News, Trey Yingst, o mandatário americano utilizou expressões enfáticas ao comentar a situação. “Vamos dar uma surra neles”, declarou Trump, complementando na sequência que o país seria atingido com toda a força disponível. A emissora americana destacou que o discurso presidencial veio acompanhado de forte retórica.
A manifestação pública ocorreu justamente no momento em que veículos de imprensa iranianos reportavam a ocorrência de explosões decorrentes de bombardeios dos Estados Unidos em uma localidade situada no noroeste do país persa. Os novos episódios de violência acabaram por dissipar o otimismo gerado em torno de um cessar-fogo que vinha sendo mantido desde o sábado anterior, dia 25, o qual alimentava esperanças de uma retomada nos canais diplomáticos de negociação.
Paralelamente aos eventos em solo iraniano, governos da região também registraram movimentações bélicas. A Arábia Saudita e Washington anunciaram conjuntamente nesta mesma quarta-feira a realização de ataques aéreos contra facções armadas operando no Iraque. A medida ocorreu após autoridades sauditas denunciarem, ao longo de dois dias consecutivos, investidas com drones direcionadas contra infraestruturas ligadas ao setor petrolífero do reino.
Do outro lado, Teerã buscou justificar suas ações. O governo iraniano assumiu a autoria dos disparos de mísseis contra as instalações militares americanas em território jordaniano. Em nota oficial emitida pela Guarda Revolucionária, o grupo extremista sinalizou que a postura de confronto não deve cessar tão cedo. “Enquanto continuarem as ameaças contra a República Islâmica do Irã (…) a resistência continuará”, pontuou o comunicado.
Já no período noturno, o Comando Central veio a público para anunciar o encerramento bem-sucedido da operação. Segundo o órgão militar, as forças norte-americanas concluíram com êxito aquilo que classificaram como uma “intensa onda de ataques” programada para neutralizar capacidades estratégicas do adversário.
A ofensiva teve como alvo dezenas de estruturas pertencentes à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Entre os locais atingidos estão centros de comando e controle militar, complexos voltados para a fabricação e armazenamento de mísseis e veículos aéreos não tripulados, postos de vigilância, sistemas de defesa costeira e recursos associados à projeção de poder marítimo, detalhou o Centcom por meio de nota oficial.
O comando militar justificou que a finalidade principal dessas ações foi mitigar de forma drástica os riscos contínuos impostos pelo governo iraniano e por suas milícias aliadas contra os efetivos dos Estados Unidos, rotas de navegação comercial na região e nações vizinhas situadas no Golfo Pérsico. Atualmente, o Pentágono mantém um contingente superior a 50.000 militares mobilizados em caráter permanente no Oriente Médio, os quais permanecem sob rigoroso estado de prontidão e vigilância elevada para responder a eventuais desdobramentos do conflito.
Fonte:: estadao.com.br


