A Secretaria da Saúde (Sesa) do Paraná destaca a relevância da solidariedade das mães que amamentam, pois sua contribuição é fundamental para assegurar a nutrição e proteção de milhares de recém-nascidos internados em unidades neonatais. O dia 19 de maio próximo será comemorado como o Dia Mundial da Doação de Leite Humano.
Atualmente, a Rede Estadual de Bancos de Leite Humano possui um total de 34 unidades, sendo 15 bancos e 19 postos de coleta, responsáveis por atender quase 19 mil bebês em 2025.
Conforme dados fornecidos pela Secretaria da Saúde, de janeiro a março deste ano, foram coletados 6.725 litros de leite humano de 4.133 doadoras, beneficiando 4.939 recém-nascidos. Esses números revelam um aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram coletados 5.806 litros de 3.976 doadoras e 4.155 bebês que receberam o leite.
O secretário de estado da Saúde, César Neves, enfatizou: “O leite materno é a primeira vacina do bebê. Trata-se de um alimento completo, que ajuda a fortalecer a imunidade, diminui os riscos de doenças e aumenta as chances de recuperação de crianças internadas. Nossa infraestrutura em todo o Estado está à disposição daquelas que podem doar, pois isso salva vidas”.
Ainda que haja uma estrutura robusta e um aumento no número de doações em 2026, as doadoras ainda não atendem à demanda das unidades hospitalares do Paraná.
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Segundo estimativas da coordenação dos bancos de leite humano no Paraná, os estoques atuais estão trabalhando com apenas 60% do necessário mensalmente. Por exemplo, em Londrina, a média de coleta é de 160 litros por mês, enquanto a demanda é de 250 litros. No Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o banco de leite necessita de 40 litros mensais, mas estava operando com apenas 22 litros no início deste mês de maio.
O leite humano doado é prioritariamente destinado a bebês prematuros internados em Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal (UTINs), que frequentemente não têm a possibilidade de serem amamentados diretamente por suas mães.
Um levantamento realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) demonstra que essa questão é global. Mais de 77 milhões de recém-nascidos não recebem amamentação na primeira hora de vida, perdendo nutrientes e anticorpos essenciais. O estudo também estima que mais de 800 mil vidas poderiam ser salvas anualmente se todas as crianças fossem amamentadas logo após o nascimento.
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FUNDAMENTALIDADE DA DOAÇÃO
– A prática do aleitamento materno é reconhecida como vital para a saúde das crianças. O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê até os seis meses de vida, além de anticorpos que colaboram na prevenção de doenças e infecções.
Além da infraestrutura existente, o Paraná possui uma rede bem estruturada para facilitar o processo de doação para as mães que amamentam. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode se tornar doadora, desde que não utilize medicamentos que interfiram na amamentação e não tenha doenças infectocontagiosas.
Não há uma quantidade mínima exigida para a doação. Cada frasco coletado pode ter um impacto significativo na recuperação de diversos bebês prematuros. A estimativa é que um litro de leite materno possa alimentar até 10 recém-nascidos por dia.
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PROCESSO DE DOAÇÃO
– A coleta do leite é realizada de maneira segura e prática. Todos os utensílios necessários são fornecidos, e as equipes dos Bancos de Leite Humano realizam visitas domiciliares para buscar o leite doado, além de fornecer orientações sobre higiene, coleta e congelamento adequado.
Após a coleta, o leite é submetido a rigorosos processos de análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído aos hospitais. Para localizar o Banco de Leite mais próximo, é possível acessar este link.
Em Curitiba, o Banco de Leite Humano do Hospital do Trabalhador funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os contatos também podem ser feitos pelo WhatsApp: (41) 99709-0098.
Fonte:: parana.pr.gov.br


