Os servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), incluindo professores e técnicos administrativos, estão em greve há mais de dois meses e, em uma ação recente, apresentaram suas principais demandas ao secretário de Planejamento do Estado, Rafael Ventura, nesta terça-feira (2). A greve teve início em 25 de março para os docentes e em 9 de abril para os técnicos.
Entre as principais reivindicações levadas ao secretário estão a reimplementação dos auxílios Saúde e Educação, com a inclusão dos aposentados, além do encaminhamento de um novo plano de carreira para os técnicos à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o pagamento de triênio aos profissionais que já possuem esse direito.
A categoria destaca que muitas dessas demandas não necessitam da aprovação de novas leis e podem ser decididas diretamente pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. Durante a reunião, o secretário Rafael Ventura se comprometeu a analisar as pautas, mas destacou que o estado enfrenta sérias restrições orçamentárias.
No que diz respeito ao plano de carreira e ao substitutivo de pagamento do triênio, Ventura informou que o prazo para aprovação de novos projetos de lei se encerrará em 30 de junho, devido ao calendário eleitoral que se aproxima em outubro. Ele irá avaliar a viabilidade financeira das solicitações, especialmente no que se refere ao pagamento do triênio antes da aprovação de qualquer projeto na Alerj.
Além das demandas dos professores e técnicos, os alunos da UERJ também expressaram suas reivindicações durante a reunião. Entre os pedidos, está a recomposição orçamentária das instituições de ensino, garantindo a continuidade do pagamento dos programas de assistência estudantil até o final de 2026. Estudos realizados apontam que será necessário um investimento aproximado de R$ 40 milhões para atender a essas demandas.
Dentre as outras solicitações feitas pelos universitários estão o reajuste do auxílio-transporte e a implementação do passe livre intermodal e interestadual, visando facilitar o acesso ao transporte para os estudantes.
Essas reivindicações refletem a crescente insatisfação da comunidade acadêmica em relação às condições de trabalho e à falta de recursos que tem afetado diretamente a qualidade do ensino e das atividades administrativas na UERJ. A expectativa é de que o governo analise as propostas apresentadas e busque soluções que atendam às necessidades da categoria e dos alunos, a fim de evitar que a greve continue a se prolongar.
O movimento grevista é um indicativo claro do descontentamento com a situação atual e ressalta a importância da valorização dos profissionais e da educação pública no estado do Rio de Janeiro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


