O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido amplamente como a prévia da inflação oficial do Brasil, apresentou uma variação positiva de 0,32% no mês de outubro. O patamar representa um recuo significativo em comparação com o mês anterior, quando o indicador havia marcado uma alta de 0,70%, de acordo com as informações oficiais reveladas nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado apurado no décimo mês do ano, o indicador econômico passa a acumular um crescimento de 4,15% no acumulado do ano. Já no horizonte dos últimos 12 meses, a alta acumulada alcança a marca de 4,62%, mantendo-se no radar de analistas e do Banco Central para o monitoramento da estabilidade de preços no país.
Alimentação e bebidas lideram as pressões de alta
O avanço registrado no índice geral de preços foi impulsionado de maneira determinante pelo grupamento de Alimentação e Bebidas. O setor assinalou uma elevação de 0,88% no período de outubro. Os levantamentos estatísticos do IBGE demonstram que praticamente a totalidade dos nove grandes grupos de produtos e serviços investigados apresentou trajetória ascendente no período.
Analisando mais de perto o comportamento das despesas familiares, os itens que compõem a alimentação dentro do domicílio subiram 1,01% em outubro, acelerando o ritmo em relação à taxa de 0,38% observada em setembro. Entre os principais vilões que pesaram no orçamento das famílias brasileiras e contribuíram para esse resultado, destacam-se os aumentos expressivos nos preços de hortifrutigranjeiros essenciais como o tomate, a cebola e a batata inglesa.
Habitação e energia elétrica aliviam o orçamento
Em contrapartida ao encarecimento dos mantimentos, o grupo de Habitação funcionou como o principal amortecedor da inflação no período, registrando uma deflação ao recuar de 2,07% em setembro para -0,10% em outubro.
O alívio no bolso dos consumidores nessa categoria decorreu fundamentalmente do comportamento do item de energia elétrica residencial. A variação da tarifa de luz despencou de 7,42% positivos no mês passado para -0,89% em outubro. Essa reversão no custo da eletricidade foi provocada pela transição da bandeira tarifária amarela — que previa um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos — para a bandeira verde, que entrou em vigor sem cobranças adicionais nas contas de luz dos consumidores de todo o país.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


