(Fotos: Reprodução/Redes sociais)
O início oficial da campanha eleitoral no estado do Paraná tem sido marcado por um clima de acirrada disputa e troca de provocações públicas entre candidatos de diferentes espectros políticos. Na última segunda-feira (17), o parlamentar Filipe Barros (PL), que concorre a uma vaga no Senado, utilizou suas redes sociais para divulgar um vídeo de forte teor crítico. Na gravação, ele acusa diretamente integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) de terem se dirigido ao seu comitê eleitoral, localizado na capital paranaense, Curitiba, para filmar os funcionários da sua equipe sem a devida autorização prévia.
De acordo com o relato do candidato do PL, a atitude gerou um clima de apreensão e preocupação entre os colaboradores que atuam no escritório da legenda. Filipe Barros apontou que o deputado federal Elton Welter (PT) esteve fisicamente no espaço situado na Avenida Cândido de Abreu, acompanhado por outros nomes da bancada petista, identificados por ele como os deputados Arilson Chiorato e Zeca Dirceu.
A reação do candidato do PL
Diante da movimentação dos adversários políticos, o parlamentar classificou o episódio como uma clara tentativa de intimidação contra a estrutura de sua campanha e anunciou que adotaria medidas imediatas para responder à situação.
“O PT do Paraná está intimidando a minha equipe. Eu tô interrompendo o nosso primeiro dia de campanha eleitoral para fazer uma grave denúncia e anunciar as providências que eu tô tomando. Nos últimos dias, Elton Welter, um deputado do PT, invadiu nosso escritório aqui em Curitiba, na Avenida Cândido de Abreu 648 e filmou sem autorização a minha equipe. Outros dois deputados, como vocês podem ver, também estiveram aqui filmando. Deputado Arilson Chiorato, acusado de tentar fraudar o Tribunal de Contas do Estado, e Zeca Dirceu, filho do mensaleiro José Dirceu”, declarou Filipe Barros durante a gravação.
Como forma de réplica à visita dos petistas, o candidato exibiu no vídeo a instalação de um grande banner bem em frente à sede estadual do Partido dos Trabalhadores, também em Curitiba. A peça publicitária instalada na fachada exibe imagens de figuras de destaque da política nacional alinhadas à direita, entre as quais aparecem Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Sérgio Moro, além da foto do próprio Filipe Barros.
“Nós sabemos como o PT age, nós sabemos do que eles são capazes. Por isso, eu tô interrompendo esse primeiro dia de campanha para anunciar a vocês as medidas que eu tô tomando nesse momento. Eu tô aqui na frente do escritório do PT em Curitiba. Já que eles gostam tanto de ir lá no nosso comitê, eu acabei de instalar esse belo banner em frente à sede deles. Agora eles não vão mais precisar ir lá no nosso escritório”, ironizou o candidato, justificando que a intervenção urbana serviu tanto para provocar os rivais quanto para dissuadir novas visitas não convidadas ao seu próprio quartel-general de campanha.
Contexto de embates na corrida eleitoral
O episódio atual ocorre em meio a uma sequência de provocações mútuas entre os grupos políticos no estado. Em um vídeo publicado na semana anterior, o candidato a deputado estadual Thiago Foltran, acompanhado pelo deputado federal Elton Welter, já havia protagonizado uma investida ao se dirigirem ao escritório do PL em busca de Sergio Moro.
Na ocasião, em tom de forte ironia, os representantes do bloco opositor alegaram que o senador estaria se esquivando de debates públicos e o rotularam de “fujão”. A gravação mostrou os candidatos circulando pelo espaço físico e questionando os funcionários presentes sobre o paradeiro de Moro, em uma dinâmica encenada para as redes sociais.
“Onde está Sérgio Moro? Moro acho que tá se escondendo, fugiu do debate. Nós vamos agora lá dentro procurar o Sérgio Moro. Será que ele tá embaixo da cama? Vamos lá”, diziam os políticos durante o material divulgado na internet.
Aquele registro foi encerrado com discursos de cunho político voltados à defesa das propostas defendidas pelo Partido dos Trabalhadores, abordando temas econômicos e sociais como índices de desemprego, inflação e a projeção do Brasil nas relações internacionais, mantendo o clima de polarização característico do atual pleito na região sul do país.
Fonte:: ric.com.br


