IaGU: A Inteligência Artificial Desenvolvida para Apoiar Advogados da AGU

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Os cerca de 14 mil advogados da Advocacia-Geral da União (AGU) terão à sua disposição, ainda neste primeiro semestre, uma nova ferramenta chamada IaGU. Trata-se de um editor de texto especializado em atividades jurídicas que integra a inteligência artificial como suporte fundamental. “Estamos realizando perguntas tanto genéricas quanto específicas sobre o conteúdo dos processos e interagindo com o texto que estamos elaborando”, explicou Ricardo Oliveira, chefe do Núcleo de Representação da SGE/AGU.

Durante o 3º Fórum de Transformação Digital da Advocacia Pública, realizado em Brasília e promovido pela Network Eventos, Oliveira compartilhou detalhes sobre o IaGU, que atualmente se encontra em fase de testes. O cronograma de implementação prevê a liberação de uma versão inicial da ferramenta para a AGU ainda neste semestre.

Um dos principais diferenciais do IaGU é a maneira como ele utiliza informações do processo e até mesmo da minuta que está em desenvolvimento. Esta abordagem tem como objetivo reduzir os riscos de informações erradas geradas pela IA, embora Oliveira enfatize que a supervisão humana continuará sendo essencial. “Embora a tecnologia ofereça suporte, a intervenção do advogado é indispensável”, destaca.

O IaGU é resultado de um esforço colaborativo, com parte de seu desenvolvimento ocorrido dentro da AGU, mas aproveitando também tecnologias de inteligência artificial disponíveis no mercado. Quando questionado sobre a possibilidade de ampliar a utilização do IaGU para outros órgãos de advocacia do Governo, Ricardo Oliveira esclareceu que a ferramenta foi projetada especificamente para atender às necessidades da AGU.

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Esse movimento em direção à digitalização e à utilização de inteligência artificial na advocacia pública reflete uma tendência crescente dentro do setor, onde a eficiência e a precisão são primordiais. A AGU busca, com a adoção de soluções tecnológicas como o IaGU, não apenas facilitar o trabalho de seus advogados, mas também aprimorar a gestão de processos e a elaboração de documentos jurídicos.

O uso da inteligência artificial na advocacia é um tema que desperta tanto interesse quanto cautela. Embora a tecnologia possa agilizar algumas atividades, o papel do advogado permanece crucial, principalmente na avaliação e interpretação de aspectos jurídicos complexos. A expectativa é de que a implementação do IaGU traga um novo patamar de eficiência sem comprometer a integridade do trabalho legal.

À medida que se aproximam os testes finais e a liberação da versão inicial, a AGU se posiciona na vanguarda da transformação digital, mostrando como a inovação pode ser aliada na promoção da justiça e na melhoria dos serviços públicos.

O futuro da advocacia pode estar em um ponto de inflexão, e ferramentas como o IaGU podem ser um exemplo de como a tecnologia pode ser integrada ao trabalho jurídico, trazendo benefícios tanto para os profissionais quanto para os cidadãos a quem servem.

Fonte: convergenciadigital.com.br

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