Ex-governador de Minas Romeu Zema será lançado candidato a presidente da República na convenção nacional do Partido Novo. (Fotos: Reprodução/Redes Socciais)
O Partido Novo realiza nesta segunda-feira (27), em Brasília, a sua convenção nacional com o propósito de oficializar o nome do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato à Presidência da República para as eleições de 2026. O encontro está agendado para acontecer no auditório do Edifício Íon, situado na capital federal, reunindo importantes dirigentes partidários, parlamentares, além de filiados e diversas lideranças da sigla.
A realização da convenção cumpre rigorosamente o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral, período oficial em que as legendas de todo o país homologam os nomes que disputarão os cargos eletivos. Embora o nome de Zema esteja consolidado para encabeçar a chapa na disputa pelo Palácio do Planalto, a definição exata do candidato a vice-presidente ainda permanece em aberto, podendo ser divulgada posteriormente pela cúpula partidária respeitando o prazo legal limite para o registro das chapas, fixado para o dia 5 de agosto.
Nos últimos dias, Zema gerou repercussão ao tecer elogios públicos ao ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, chegando a comentar sobre a eventualidade de compor aliança com ele. Filiado ao Democracia Cristã, Barbosa era cotado por setores políticos como um potencial presidenciável, mas anunciou formalmente na semana passada a sua desistência do pleito.
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Trajetória e perfil de Romeu Zema
Nascido na cidade mineira de Araxá, Romeu Zema tem 61 anos de idade e construiu uma longa trajetória como empresário e administrador antes de migrar para a vida pública. No setor privado, esteve à frente do Grupo Zema, um expressivo conglomerado empresarial originário de Minas Gerais com forte atuação nos ramos varejista, de comercialização de combustíveis, energia e soluções financeiras.
Filiado à legenda desde a fundação do partido, Zema ganhou projeção no cenário político nacional ao vencer a disputa pelo governo mineiro em 2018, superando o candidato Antonio Anastasia (PSDB) no segundo turno daquele ano. Na ocasião, fez história ao se tornar o primeiro governador eleito pelo Partido Novo no Brasil. Quatro anos mais tarde, em 2022, garantiu a sua reeleição logo no primeiro turno, consolidando-se definitivamente como a principal liderança nacional da agremiação.
Durante os quase dois mandatos consecutivos à frente do Executivo estadual em Minas Gerais, a gestão de Zema priorizou pautas voltadas ao ajuste fiscal, corte rigoroso de despesas desnecessárias, estímulo à entrada de investimentos privados e desburocratização dos processos da máquina pública. A administração também centrou esforços na ampliação de parcerias e concessões com a iniciativa privada, alinhando-se à proposta liberal de um Estado mais enxuto.
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Ao longo dos anos na administração mineira, o político lidou diretamente com desafios complexos, a exemplo da reestruturação financeira do estado, da retomada econômica no cenário pós-pandemia e das delicadas negociações referentes à dívida pública de Minas Gerais junto ao governo federal.
Aposta em alternativa de centro-direita
A oficialização da pré-candidatura de Romeu Zema marca a primeira vez que o Partido Novo lança seu principal nome para a corrida presidencial, apostando na bagagem administrativa do ex-governador para expandir a relevância da sigla em âmbito nacional.
Nas últimas semanas, o político intensificou viagens e reuniões políticas em diversas regiões do país, dialogando com aliados na tentativa de estruturar palanques fortes. A escolha do nome que ocupará a vaga de vice na chapa continua sendo discutida internamente pela direção da legenda e deve ter desfecho iminente.
Com o evento programado para esta segunda-feira, o partido entra de vez na corrida eleitoral de 2026, avançando para as etapas regulamentares de registro documental e preparação estratégica para a campanha nas ruas e mídias.
Durante o período de pré-campanha, Zema evitou pressões de outras correntes políticas que tentavam atraí-lo para compor como vice em chapas alheias, ao mesmo tempo em que se posicionou sobre temas polêmicos da política nacional, mantendo discursos críticos e abordando questões institucionais envolvendo os Poderes da República.
Fonte:: ric.com.br


