O cenário eleitoral para o governo do Paraná em 2026 começa a ganhar contornos definidos. Segundo levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (23 de janeiro de 2026), o ex-juiz e atual senador Sergio Moro aparece como o favorito em todos os cenários estimulados, consolidando uma vantagem expressiva sobre seus adversários.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n.º PR-08451/2026, ouviu 1.300 eleitores em 54 municípios do estado entre os dias 18 e 22 de janeiro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.
Cenário Estimulado (Moro na Frente)
No principal cenário testado (Cenário 1), Sergio Moro lidera com folga, alcançando 41,6% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparecem tecnicamente empatados o ex-senador Alvaro Dias, com 19,7%, e o deputado Requião Filho, com 19,5%.
Outras Simulações e Segundo Turno
O instituto também testou a inclusão de outros nomes de peso na política paranaense. No Cenário 2, com a entrada de Alexandre Curi, Moro mantém 40,0%, enquanto Curi registra 10,6%. Já no Cenário 3, que inclui o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, Moro aparece com 37,8%, seguido por Greca e Alvaro Dias, ambos com 17,5%.
Nas simulações de segundo turno, a vantagem de Moro se amplia:
• Moro 51,0% vs. 37,3% Alvaro Dias
• Moro 56,0% vs. 28,2% Alexandre Curi
• Moro 55,9% vs. 33,4% Requião Filho
Na modalidade espontânea, onde os nomes não são apresentados aos eleitores, o atual governador Ratinho Junior (que não pode concorrer à reeleição) ainda é o mais lembrado, com 9,5%. Sergio Moro aparece logo em seguida com 4,5%. O alto índice de eleitores que “não sabem ou não opinaram” (74,2%) indica que a disputa ainda está em estágio inicial de definição para a maior parte da população.
“A liderança de Sergio Moro nos cenários estimulados reflete seu forte recall político no estado, mas o elevado número de indecisos na espontânea mostra que ainda há muito espaço para movimentações até o pleito de 2026”, avaliam analistas políticos.
A pesquisa completa detalha ainda a avaliação da administração estadual e federal, servindo como um termômetro crucial para as articulações partidárias que devem se intensificar ao longo deste ano.


