Profissionais de saúde de sete municípios do Litoral do Paraná estão participando de uma capacitação focada no aprimoramento das ações de controle da tuberculose. A formação, promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) através da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, visa atualizar as equipes locais quanto ao manejo clínico, diagnóstico e tratamento da doença, além de melhorar a operacionalização dos sistemas de informação essenciais para o monitoramento epidemiológico.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, enfatizou a importância da capacitação, afirmando: “O controle da tuberculose exige uma rede de atenção rápida, integrada e altamente qualificada. Promover essa capacitação no Litoral, envolvendo os sete municípios da 1ª Regional, é um passo estratégico para fortalecer o diagnóstico precoce e garantir que o tratamento seja iniciado assim que possível. Atualizar os profissionais nas áreas clínica, coinfecção e tuberculose infantil, assim como melhorar a precisão dos sistemas de notificação, nos permite não apenas aprimorar o atendimento ao paciente, mas também reforçar nossa vigilância epidemiológica. É o Estado colaborando com os municípios para salvar vidas e interromper a cadeia de transmissão da doença.”
A capacitação foi conduzida pelo médico infectologista Francisco Beraldi de Magalhães e pela enfermeira Juliana Taques, referência técnica em tuberculose da Sesa. A formação teve como público-alvo uma equipe multiprofissional essencial para o cuidado da doença, envolvendo médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, além de profissionais da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde (APS).
Dividida em dois dias, a capacitação abordou desde conceitos fundamentais até discussões sobre cenários de maior complexidade, englobando aspectos clínicos e sistemas de casos especiais. O panorama epidemiológico foi apresentado com dados globais e nacionais, além da realidade específica do Paraná e da 1ª Regional de Saúde. Nas palestras sobre diagnóstico e manejo, foram discutidos temas como microbiologia, fisiopatologia, a utilização de testes rápidos moleculares (TRM-TB), culturas e exames de imagem.
Nos tópicos relacionados a casos especiais e eventos adversos, os protocolos para tuberculose drogarresistente (TB-DR), os efeitos adversos a medicamentos e a coinfecção TB-HIV, incluindo interações com a terapia antirretroviral (TARV), foram destacados. Além disso, houve uma prática voltada à operacionalização e acompanhamento de casos especiais no sistema de informação SITE-TB.
Os participantes também discutiram temas de prevenção, pediatria e vigilância geral, abordando o manejo e a sistemática de escore para diagnóstico diferencial em crianças. O conteúdo incluiu a infecção latente por tuberculose (ILTB), diretrizes para tratamento clínico, esquemas terapêuticos, e o acompanhamento de cadastro e alta no sistema específico de ILT. A capacitação finalizou com um treinamento prático sobre o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), centrado em notificações, boletins de acompanhamento e encerramentos, juntamente com o Sistema de Vigilância do Óbito, focado na investigação minuciosa de óbitos mencionados com tuberculose.
Fonte: saude.pr.gov.br


