Supremo Tribunal Federal libera senador Flávio Bolsonaro para ver o pai em prisão domiciliar

Marcelo Borges
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Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o senador Flávio Bolsonaro retome as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (12) e marca uma nova etapa na situação jurídica e política da família, enquanto o parlamentar disputa o segundo turno da corrida presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva.

As visitas de Flávio Bolsonaro estavam proibidas desde julho. O impedimento ocorreu após o senador publicar nas redes sociais uma carta escrita por seu pai. O texto continha manifestações de apoio à candidatura do filho à Presidência da República.

De acordo com o entendimento da Justiça, a divulgação da carta representou o descumprimento de uma medida cautelar imposta anteriormente. Essa determinação proibia expressamente que Jair Bolsonaro utilizasse as plataformas digitais, mesmo que o repasse de informações ocorresse por meio de terceiros. Como punição pela infração, as visitas foram suspensas pelo período de 90 dias.

Ao reavaliar o caso, o ministro Alexandre de Moraes apontou que o prazo estipulado para a sanção foi cumprido e que não houve registro de novos episódios que pudessem justificar a prorrogação da proibição. Contudo, a liberação veio acompanhada de condicionantes rígidas para evitar novos desvios das regras estabelecidas pela Suprema Corte.

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Dessa forma, Flávio Bolsonaro permanece proibido de conferir qualquer tom político-eleitoral aos encontros com o pai. O parlamentar também continua impedido de divulgar nas redes sociais, ou por qualquer outro meio, manifestações, declarações ou recados de Jair Bolsonaro, que segue sob restrições severas de comunicação.

Histórico da condenação e prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um processo rigoroso no Judiciário brasileiro. No ano passado, o STF o condenou a 27 anos e três meses de reclusão. A pena foi imposta devido à acusação de tentativa de golpe de Estado, planejada e articulada após a sua derrota nas urnas nas eleições presidenciais de 2022.

Após a condenação e o início do cumprimento da sentença, o quadro de saúde do ex-presidente sofreu alterações significativas. Ele passou por um procedimento cirúrgico e, posteriormente, apresentou um quadro clínico de pneumonia bacteriana.

Diante da necessidade de cuidados médicos contínuos e de um ambiente adequado para a recuperação pós-cirúrgica e o tratamento da infecção pulmonar, a defesa pleiteou a substituição do regime fechado. A Justiça acolheu o pedido e concedeu a Jair Bolsonaro o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar, onde permanece monitorado e sob as restrições impostas pelas decisões do STF.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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