A abobrinha tem se destacado como um símbolo da resiliência e dinamismo do agronegócio paranaense. De acordo com o boletim semanal divulgado pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, a cultura foi registrada em 358 municípios do Estado. Em 2024, a atividade gerou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 101,6 milhões, com a colheita de 50,5 mil toneladas em 2,9 mil hectares, consolidando o Paraná como o 4º maior produtor do Brasil, responsável por 9,3% da colheita nacional.
O Núcleo Regional de Curitiba é responsável por 56,2% da produção total do estado, com destaque para os municípios de Cerro Azul, São José dos Pinhais e Colombo. Em Cerro Azul, localizada no Vale do Ribeira, os cultivos se estendem por 250 hectares, resultando em uma colheita de 4,8 mil toneladas e um VBP de R$ 9,5 milhões, correspondendo a 8,6% da área cultivada e 9,4% do volume e da renda bruta. Londrina e Maringá também apresentam relevância, com percentuais de 6,9% e 6,2%, respectivamente, na quantidade colhida.
Em relação aos preços da abobrinha, o setor enfrenta desafios impostos por condições climáticas adversas. Os dados indicam que a recente estiagem fez com que os preços nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) aumentassem em 33,3%. A caixa com 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu o preço de R$ 80,00, em comparação com R$ 60,00 nas semanas anteriores e no mesmo período do mês passado, o que equivale a um aumento significativo.
O engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, apontou que a variação nos preços é reflexo da menor oferta. Contudo, ele acredita que a cultura é robusta e deve se recuperar. “A nossa produção ocorre durante todo o ano. Normalmente, vemos aumentos de preços ao final de maio e início de julho, durante o inverno. Se as chuvas não se regularizarem nos próximos dias, os preços poderão permanecer elevados. Contudo, a partir do segundo semestre, é esperado que os preços comecem a cair sistematicamente conforme a normalização das lavouras”, explicou Andrade.
Desempenho do setor de grãos e carne bovina
No setor de grãos, a soja continua sendo a principal protagonista da pauta exportadora do Paraná. No primeiro trimestre de 2026, o Estado conseguiu exportar 3,41 milhões de toneladas, resultando em uma receita de cerca de US$ 1,47 bilhão. Esse resultado representa um crescimento de 2% na receita, mesmo com uma leve redução de 4% no volume físico em comparação a 2025.
A China permanece como o principal destino das exportações paranaenses, absorvendo 58% das compras realizadas. Por outro lado, a cultura do trigo tem se voltado quase que exclusivamente para o abastecimento do mercado interno, devido à alta demanda industrial e à diminuição da área plantada. Na última safra, o Paraná produziu 2,87 milhões de toneladas de trigo, com apenas 4 toneladas sendo exportadas desde agosto de 2025.
No que se refere à produção de trigo, o Paraná voltou a ser quase que exclusivamente voltado para o mercado interno. Os triticultores paranaenses colheram 2,87 milhões de toneladas nesta safra, mas apenas 4 toneladas foram destinadas à exportação, enviadas para o Equador em dezembro último. A expectativa é que essa tendência de focar no mercado interno siga durante a safra de 2026.
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Mercado de Carne Bovina
O setor de carne bovina do Brasil também teve um desempenho expressivo em março, com um total de 265 mil toneladas exportadas. Dentro desse contexto, o Paraná acompanhou a tendência de valorização do mercado, registrando a exportação de 3,6 mil toneladas no último mês, o que resultou em receitas de US$ 20,3 milhões.
No que diz respeito ao preço, houve um aumento significativo, com valor médio do quilo passando de US$ 4,76 em 2025 para US$ 5,54 em 2026. Assim como na soja, a China se destaca como o principal mercado importador da carne brasileira, recebendo 38,5% do volume comercializado.
Fonte:: idrparana.pr.gov.br


