Ex-integrantes do Supremo Tribunal Federal cobram investigação rigorosa sobre crise

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formalizaram um pedido conjunto direcionado ao atual presidente da Corte, Edson Fachin. O grupo solicita que o colegiado conduça uma apuração profunda e transparente a respeito das denúncias envolvendo magistrados do tribunal, em um movimento considerado sem precedentes na história recente do Judiciário brasileiro.

No documento enviado à presidência, os signatários requerem a convocação urgente de uma sessão pública para debater abertamente os episódios recentes. Na avaliação dos ex-magistrados, o cenário atual representa a “mais aguda crise” já enfrentada pela Suprema Corte ao longo de sua trajetória institucional.

Embora o texto evite citar nomes específicos ou apontar diretamente episódios isolados, os ex-integrantes argumentam que a repercussão pública e a gravidade dos fatos divulgados recentemente têm o potencial de abalar severamente a credibilidade da Justiça perante a sociedade, além de representar ameaças à estabilidade das instituições democráticas em todo o país.

Na mensagem encaminhada a Edson Fachin, o grupo enfatiza a necessidade de uma resposta enérgica e transparente por parte do tribunal:

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“[Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.”

A carta aberta é assinada por um grupo expressivo de juristas que já conduziram a mais alta corte do país. A lista completa de signatários inclui:

  1. Ayres Britto;
  2. Carlos Velloso;
  3. Celso de Mello;
  4. Cezar Peluso;
  5. Ellen Gracie;
  6. Eros Grau;
  7. Francisco Rezek;
  8. Ilmar Galvão;
  9. Joaquim Barbosa;
  10. Nelson Jobim;
  11. Néri da Silveira;
  12. Rosa Weber;
  13. Sydney Sanches.

Posicionamento à imprensa

Em paralelo ao documento oficial enviado à cúpula do Judiciário, o ex-ministro Celso de Mello, que presidiu o Supremo Tribunal Federal entre os anos de 1997 e 1999, redigiu uma manifestação direcionada a profissionais da imprensa. Na declaração, ele ressaltou que qualquer magistrado tem o dever fundamental de adotar posturas éticas que evitem que eventuais desvios de conduta ou atitudes ilícitas respinguem na imagem da instituição.

Para Celso de Mello, a prerrogativa do cargo público jamais pode ser utilizada como escudo para evitar o escrutínio da sociedade ou para que autoridades se eximam de prestar esclarecimentos públicos.

“Quem compromete a própria integridade fere também a confiança depositada na instituição. O STF é maior do que todos e que cada um de seus ministros”, pontuou o ex-presidente da Corte em sua nota aos jornalistas.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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